Petro se reúne com Trump em Washington nesta terça (3/2)
Após ano de tensões e sanções, Gustavo Petro e Donald Trump se encontram na Casa Branca em tentativa de retomar diálogo bilateral

Após um ano marcado por tensões diplomáticas, trocas de acusações e sanções, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reúnem nesta terça-feira (3/2), na Casa Branca, em Washington. O encontro ocorre em meio a esforços para recompor a relação bilateral e buscar o que o líder colombiano chamou de um “acordo pela vida”.
Petro desembarcou na capital norte-americana nessa segunda-feira (2/2) e afirmou esperar avanços diplomáticos e a construção de um entendimento mais amplo entre os governos.
Em declaração ao chegar aos EUA, o colombiano adotou um tom conciliador ao falar sobre o encontro com Trump.
“Espero, quando estiver reunido com o presidente, fazer a cadeia dos afetos, a certeza do amor, porque, afinal, o que nos protege é o amor e a proteção entre nós mesmos”, disse.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesSegundo Petro, há “muitas razões para alcançar um pacto pela vida” nas Américas e, sobretudo, dentro da Colômbia.
Um ano de choques diplomáticos
- A reunião ocorre após meses de forte desgaste na relação entre Bogotá e Washington.
- Ao longo do último ano, Trump acusou publicamente Petro de “liderar o tráfico de drogas” e chegou a suspender subsídios destinados à Colômbia.
- Em outro momento, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, anunciou o ataque a uma embarcação colombiana supostamente ligada ao Exército de Libertação Nacional (ELN).
- Na ocasião, Petro reagiu com dureza e afirmou que Trump estaria “planejando um golpe de Estado” contra o governo dele.
- O colombiano também criticou a presença militar norte-americana na América Latina e no Caribe e condenou bombardeios realizados por forças dos EUA na região.
- Apesar do histórico recente de atritos, o clima entre os dois governos começou a esfriar recentemente.
Retomada do diálogo
Em janeiro, Petro e Trump conversaram por telefone, em uma ligação considerada decisiva para destravar o encontro presencial.
Após a ligação, o líder colombiano comemorou o gesto e afirmou que o diálogo é essencial para evitar conflitos. “Se não houver diálogo, há guerra. Se não houver conversa, estamos perdidos”, declarou em discurso durante uma manifestação em Bogotá.
Segundo o presidente, a conversa com Trump durou cerca de uma hora e teve como temas centrais a situação na Venezuela e o combate ao narcotráfico.
Petro disse ter apresentado dados sobre apreensões recordes de cocaína e rebateu acusações de conivência com o tráfico.
Trump também comentou o telefonema, em postagem na rede social Truth Social, e disse que foi uma “honra” falar com Petro e confirmando o encontro presencial.
Segundo o republicano, os ajustes finais da reunião foram conduzidos pelo secretário de Estado, Marco Rubio, em conjunto com a chancelaria colombiana.
Agenda nos Estados Unidos
Segundo a Presidência da Colômbia, a agenda de Petro em Washington inclui compromissos políticos, acadêmicos e empresariais, além de encontros com a comunidade colombiana que vive nos Estados Unidos.
A visita marca ainda o retorno oficial de Petro aos EUA após a regularização do vist deleo, que havia sido cancelado anteriormente devido à inclusão do presidente colombiano na chamada “lista Clinton”.
Antes do início dos compromissos oficiais, a comitiva colombiana se reuniu na Residência da Colômbia em Washington para alinhar a agenda. A chanceler Rosa Yolanda Villavicencio afirmou que a viagem é estratégica para a soberania do país e para o fortalecimento das relações bilaterais.
Já o ministro da Defesa, Pedro Sánchez, destacou que a cooperação no combate ao narcotráfico é um dos principais pontos do encontro, afirmando que o diálogo com Washington é essencial para que “ganhem as nações e percam os criminosos”.











