Petro diz que Jesus “fez amor” e causa revolta na Colômbia

Declarações de Gustavo Petro sobre Jesus Cristo geram críticas de igrejas católicas e evangélicas no país

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1 de 1 gustavo petro - Foto: Thierry Monasse/Getty Images

Católico não praticante, como se define, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, envolveu-se em uma nova polêmica ao sugerir, que Jesus Cristo teria tido relações sexuais — possivelmente com Maria Madalena. A declaração foi feita nessa quarta-feira (28/1), durante um discurso público.

Durante a fala, Petro afirmou que Jesus “fez amor” e que “um homem assim não poderia existir sem amor”.

O presidente acrescentou ainda que Jesus “morreu rodeado de mulheres que o amavam”, reforçando uma leitura pessoal e simbólica da figura central do cristianismo.

“E eu acredito que Jesus fez amor, sim. Talvez com Maria Madalena, porque um homem como ele não poderia existir sem amor. E ele apoiou as mulheres até o fim, e não morreu como Bolívar; ele morreu cercado pelas mulheres que o amavam, e eram muitas”, declarou Petro.
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Gustavo Petro é presidente da Colômbia desde 2022
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Gustavo Petro já declarou publicamente sua formação em um colégio católico e sua admiração pela Teologia da Libertação, corrente cristã surgida na América Latina que enfatiza a defesa dos pobres e marginalizados e que, historicamente, dialogou com ideias de esquerda e do marxismo.

As declarações rapidamente ganharam destaque e dividiram opiniões no país, majoritariamente religioso.

Pela doutrina cristã, tanto católica quanto evangélica, Jesus Cristo viveu em celibato, sem relações sexuais ou vínculos sentimentais, entendimento amplamente aceito por estudiosos e instituições religiosas.

Em nota, a Confederação Evangélica da Colômbia criticou duramente as falas do presidente, afirmando que elas “deturpam a verdade histórica, bíblica e teológica” e representam uma “falta de respeito” à figura de Jesus Cristo.

A Conferência Episcopal da Igreja Católica também se manifestou. Em comunicado, pediu “respeito, não interferência e proteção das pessoas em suas crenças” e ressaltou que declarações de cunho teológico não cabem a autoridades políticas.

“Nenhum funcionário nem outra pessoa está convocado a emitir conceitos de ordem teológica”, afirmou a entidade.

Embora a Colômbia seja constitucionalmente um Estado laico, a religião tem peso significativo na sociedade. Dados oficiais indicam que cerca de 79% dos aproximadamente 50 milhões de colombianos se declaram católicos, enquanto outros 10% seguem diferentes vertentes do cristianismo.

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