Petro: disputa por petróleo tornará Colômbia e Venezuela “nova Síria”

Presidente da Colômbia criticou operações militares dos EUA no Caribe e disse que “ganância” por recursos ameaça a paz regional

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1 de 1 Imagem colorida mostra o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, discursando durante evento em Bogotá - Metrópoles - Foto: Sebastian Barros/Long Visual Press/Universal Images Group via Getty Images

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, fez um novo alerta nesta segunda-feira (10/11) sobre o risco de um conflito de grandes proporções na América do Sul. Segundo ele, a “ganância” pelos recursos naturais da Venezuela e da Colômbia, especialmente pelo petróleo, pode transformar a região em uma “nova Síria”.

“Esta é a realidade da Venezuela: sua riqueza reside em recursos não renováveis. Eles podem nos transformar em outra Síria, Colômbia e Venezuela, porque tudo o que lhes importa é a ganância. A espada de Bolívar jamais foi manchada de cocaína. O poder não é nosso, pertence ao povo”, afirmou Petro.

A Síria, que antes de 2011 tinha no petróleo uma de suas principais fontes de renda, viu sua produção despencar após o início de uma guerra civil. O setor foi devastado por sanções internacionais, pela destruição causada pelo conflito e pela disputa entre potências estrangeiras e grupos locais pelo controle dos campos petrolíferos

A declaração de Petro ocorre em meio a intensificação dos ataques por parte dos Estados Unidos ao Mar do Caribe em uma operação apresentada por Washington como “parte do combate ao narcotráfico”.

Críticas aos EUA

O líder colombiano ainda classificou o movimento como parte de um processo de militarização motivado por interesses econômicos e alertou que a pressão por recursos não renováveis ameaça a soberania dos países latino-americanos.

“A cobiça pelo petróleo e pelos minerais estratégicos pode arrastar a região ao caos”.

A posição de Petro reflete o discurso do governo venezuelano, que nega as acusações norte-americanas de envolvimento com o tráfico de drogas. Caracas descreve a narrativa dos EUA como “extravagante, vulgar e completamente falsa”, e argumenta que ela serve para justificar uma intervenção disfarçada no Caribe.


Carta de Maduro


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Gustavo Petro é presidente da Colômbia desde 2022
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Apoio de organismos internacionais

O governo venezuelano afirma que relatórios do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) comprovam que o país não possui plantações ilícitas e mantém índices baixos de tráfico interno.

Desde a saída da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), em 2005, a Venezuela alega ter criado um modelo soberano de combate ao narcotráfico, com apreensões recordes — mais de 50 toneladas em 2025 — e destruição de pistas de pouso clandestinas.

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