Peru: votos do exterior garantem vitória matemática de Fujimori
Fujimori alcançou uma vantagem irreversível na apuração dos votos das eleições do Peru. Sánchez contesta resultado

Keiko Fujimori alcançou uma vantagem irreversível na apuração dos votos das eleições do Peru na madrugada desta quarta-feira (24/6). O resultado ainda precisa ser validado pela autoridade eleitoral. No pleito acirrado, a candidata da direita tem uma vantagem de 42 mil votos, até o momento, sobre Roberto Sánchez e faltam menos de 40 mil votos para serem contabilizados.
A diferença foi impulsionada pelos votos de peruanos que vivem no exterior. Por lá, ela conseguiu uma maioria de 63,206% (81 mil votos a mais que Sánchez). Só nos Estados Unidos, dos 60 mil votantes, 46 mil optaram pela direitista. No Brasil, foram 55,606% do eleitorado. O voto no exterior é obrigatório, mas não é cobrada multa para quem não participa do pleito.
Dentro do país, contudo, quem levou a melhor foi o candidato da esquerda, com 50,105% da preferência (38 mil votos a mais que Fujimori).
Sánchez acusa de irregularidades
Sánchez tem feito acusações de irregularidades nos votos registrados no estrangeiro. Nesta terça-feira (23/6), o partido dele, Juntos por el Perú, entrou com recurso pedindo a anulação de todos os votos do exterior.
“Solicitamos que os votos gerados em todas as seções eleitorais correspondentes aos Escritórios Consulares em funcionamento durante o processo de Eleições Presidenciais – Segundo Turno (votos de peruanos no exterior) sejam declarados NULOS E SEM EFEITO EX OFFICIO E POR LEI; visto que, como demonstraremos no desenvolvimento deste documento, teriam ocorrido, de forma concertada, 1) vícios irreparáveis, que teriam condicionado a consumação de 2) fraude eleitoral, conforme pressuposto pela alínea b) do artigo 363 da referida Lei Orgânica das Eleições”, diz o documento.
Sánchez também tem afirmado que não vai reconhecer o resultado das eleições. “Não reconheceremos esse governo e nos declararemos em luta política e social de resistência popular e patriótica, em apego ao marco legal e constitucional assim como à normatividade supranacional do sistema interamericano”, afirmou pelas redes sociais na terça-feira (23/6).


