PCC e brasileiros são suspeitos em mega-assalto a bancos no Paraguai
Polícia investiga ligação do PCC com ataque a bancos em Santa Rita, no Paraguai. Testemunhas relataram que suspeitos falaram português

Autoridades paraguaias investigam a possível participação de brasileiros e integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mega-assalto que atingiu três bancos e uma casa de câmbio em Santa Rita, no Paraguai, próximo à fronteira com o Brasil, na madrugada dessa terça-feira (16/6).
Veja momento:
A suspeita ganhou força após testemunhas relatarem que integrantes da quadrilha falavam português durante a ação. Segundo o chefe do Comando Tripartite, Carlos Alberto Dures Rios, há indícios de que brasileiros e paraguaios tenham atuado juntos no ataque.
“São pessoas que atuam no Paraguai, brasileiros junto com paraguaios para realizar esse tipo de ação. Alguns vivem no Paraguai”, afirmou o policial.
Em entrevista à rádio Monumental 1080 AM, o ministro do Interior do Paraguai, Enrique Riera, disse que o crime apresenta características semelhantes às ações atribuídas ao PCC.
O grupo criminoso utilizou explosivos, bloqueou rotas de acesso, incendiou veículos durante a fuga e mobilizou cerca de 20 homens armados.
“O comandante me disse que esse é o estilo de trabalho do PCC. Eles incendiaram dois veículos durante a fuga e havia aproximadamente de 15 a 20 pessoas envolvidas”, declarou Riera.
O ministro também lembrou de um assalto registrado anteriormente em Naranjal, no departamento de Alto Paraná, onde criminosos destruíram o cofre de uma instituição financeira com explosivos. Para ele, o modo de atuação reforça a hipótese de ligação entre os casos. “Eu diria que tudo indica que eles são daquela equipe ou pelo menos usam esse método. Eles têm um modus operandi semelhante”, afirmou.
Assalto a bancos
O ataque ocorreu por volta das 2h e teve como alvos as agências dos bancos Familiar, GNB e Ueno, além da Casa de Câmbio Santa Rita. Os criminosos renderam policiais, funcionários e vigilantes, destruíram estruturas bancárias com explosivos e fugiram antes da chegada do reforço policial.
Até o momento, o valor roubado não foi divulgado. Dois paraguaios suspeitos de participação foram identificados, mas ninguém foi preso. A investigação segue sob responsabilidade da polícia e do Ministério Público paraguaio.








