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Mega-assalto com 20 criminosos deixa bancos destruídos no Paraguai. Vídeo

Foram alvos três bancos e uma casa de câmbio em Santa Rita, cidade próxima à fronteira com o Brasil. Prejuízo ainda é desconhecido

16/06/2026 18:44
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A polícia do Paraguai investiga um mega-assalto contra três bancos e uma casa de câmbio em Santa Rita, cidade localizada a cerca de 70 quilômetros de Foz do Iguaçu (PR), na região de fronteira com o Brasil. O ataque ocorreu por volta das 2h desta terça-feira (16/6), no horário local. O valor levado pelos criminosos ainda não foi divulgado.

Segundo as autoridades paraguaias, mais de 20 homens armados participaram da ação. O grupo utilizou explosivos para atacar agências bancárias, rendeu policiais e funcionários e fugiu após incendiar veículos e espalhar pregos pelas ruas para dificultar a perseguição.

Santa Rita abriga uma grande comunidade de brasileiros e descendentes que vivem ou possuem propriedades rurais na região. Por isso, investigadores também apuram a possível participação de brasileiros no crime.

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Mais de 20 criminosos atacaram três bancos e uma casa de câmbio em Santa Rita
Os criminosos explodiram as agências do Banco Familiar e do Banco GNB, localizadas lado a lado no centro da cidade
Prejuízo ainda é desconhecido
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Prejuízo ainda é desconhecido

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Mais de 20 criminosos atacaram três bancos e uma casa de câmbio em Santa Rita
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Mais de 20 criminosos atacaram três bancos e uma casa de câmbio em Santa Rita

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Os criminosos explodiram as agências do Banco Familiar e do Banco GNB, localizadas lado a lado no centro da cidade
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Os criminosos explodiram as agências do Banco Familiar e do Banco GNB, localizadas lado a lado no centro da cidade

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Dinâmica do crime

De acordo com a Polícia Nacional do Paraguai, o ataque começou quando quatro policiais que patrulhavam a área foram cercados pelos assaltantes. Um dos agentes teve a arma e um fuzil da corporação roubados. Os outros três conseguiram deixar a viatura e se abrigar às margens da rodovia, onde houve troca de tiros.

Os criminosos explodiram as agências do Banco Familiar e do Banco GNB, localizadas lado a lado no centro da cidade. Os dois cofres foram totalmente esvaziados. O grupo também invadiu uma unidade do Banco Ueno, onde funcionários e um vigilante foram rendidos. As estruturas ficaram destruídas.

A quadrilha ainda entrou na Casa de Câmbio Santa Rita. No local, os investigadores encontraram um explosivo que não chegou a detonar. Segundo as apurações iniciais, nenhum valor foi levado da casa de câmbio nem do Banco Ueno.

Durante a fuga, os criminosos incendiaram dois veículos, um na entrada norte e outro na entrada sul da cidade, além de espalharem armadilhas com pregos para furar pneus.

O chefe do Comando Tripartite, Carlos Alberto Dures Rios, afirmou que testemunhas ouviram integrantes da quadrilha falando português durante o assalto. Segundo ele, há indícios da atuação conjunta de brasileiros e paraguaios.

“São pessoas que atuam no Paraguai, brasileiros junto com paraguaios para realizar esse tipo de ação. Alguns vivem no Paraguai”, declarou.

Dois paraguaios suspeitos de participação já foram identificados, mas ninguém havia sido preso até a última atualização do caso. A investigação segue sob responsabilidade da polícia e do Ministério Público paraguaio.

Paraguai não descarta envolvimento do PCC

Em entrevista à rádio Monumental 1080 AM, o ministro do Interior do Paraguai, Enrique Riera, disse que o crime apresenta características semelhantes às ações atribuídas ao PCC. O grupo criminoso utilizou explosivos, bloqueou rotas de acesso, incendiou veículos durante a fuga e mobilizou cerca de 20 homens armados.

“O comandante me disse que esse é o estilo de trabalho do PCC. Eles incendiaram dois veículos durante a fuga e havia aproximadamente de 15 a 20 pessoas envolvidas”, declarou Riera.

O ministro também lembrou de um assalto registrado anteriormente em Naranjal, no departamento de Alto Paraná, onde criminosos destruíram o cofre de uma instituição financeira com explosivos. Para ele, o modo de atuação reforça a hipótese de ligação entre os casos.

“Eu diria que tudo indica que eles são daquela equipe ou pelo menos usam esse método. Eles têm um modus operandi semelhante”, afirmou.