PCC usou modelo do maior furto a banco no Brasil em assalto no Uruguai

Condenado pelo furto de R$ 164 milhões em 2005, Raimundo Pereira reaparece em nova trama internacional com 11 presos

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Arte gtáfica com homem, a direita, com o rosto iluminado fracamente por luz de túnel, que está a esquerda - Metrópoles
1 de 1 Arte gtáfica com homem, a direita, com o rosto iluminado fracamente por luz de túnel, que está a esquerda - Metrópoles - Foto: Arte/Metrópoles

A tentativa frustrada de criminosos ligados à facção Primeiro Comando da Capital (PCC) de executar um megaassalto ao Banco da República, no Uruguai, expôs um roteiro já conhecido da polícia brasileira.

Entre os cinco brasileiros presos na empreitada do início do mês está Raimundo de Souza Pereira, 61, o Piauí, condenado pelo furto ao Banco Central em Fortaleza. O crime, ocorrido no Ceará em agosto de 2005, é considerado o maior da história brasileira, quando foram levados R$ 164 milhões.

Piauí foi responsável por coordenar a escavação de um túnel de aproximadamente 80 metros que alcançou a sala do cofre da autoridade monetária cearense. A engenharia clandestina permitiu o acesso ao interior da instituição sem confronto direto. Na ação, ele teria ficado com cerca de R$ 13 milhões.

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Grupo criminoso formado por brasileiros, paraguaios e uruguaios planejava construir um túnel até o subsolo de um banco em Montevidéu
Grupo criminoso formado por brasileiros, paraguaios e uruguaios planejava construir um túnel até o subsolo de um banco em Montevidéu
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Grupo criminoso formado por brasileiros, paraguaios e uruguaios planejava construir um túnel até o subsolo de um banco em Montevidéu

Divulgação/Ministério do Interior do Uruguai
Grupo criminoso formado por brasileiros, paraguaios e uruguaios planejava construir um túnel até o subsolo de um banco em Montevidéu
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Grupo criminoso formado por brasileiros, paraguaios e uruguaios planejava construir um túnel até o subsolo de um banco em Montevidéu

Divulgação/Ministério do Interior do Uruguai

A sentença que o condenou descreve a atuação como estruturada, metódica e organizada. O grupo atuou com divisão precisa de tarefas, financiamento prévio e logística sofisticada para transporte do dinheiro.

O padrão reaparece

O estudo prévio do alvo, escavação estratégica e divisão rígida de funções reaparece agora em um plano frustrado em Montevidéu, no Uruguai.

No último dia 3, Piauí foi detido ao lado de Eduardo Félix Farias, Carlos Emerson Cruz, Marcelo Paulo Costa e Danilo do Amor Divino Lima, no país vizinho. Todos são apontados como integrantes do PCC e podem ser extraditados ao Brasil.

Ex-estudante de engenharia, Eduardo Félix Farias já havia sido acusado de roubo a banco em São Paulo, em 1996. O histórico reforça o perfil técnico atribuído ao grupo, que reúne experiência prévia em crimes contra instituições financeiras.

A defesa dos suspeitos não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.

Prisões em três nacionalidades

Além dos cinco brasileiros, a polícia de Montevidéu prendeu quatro uruguaios e um casal paraguaio. A Justiça local decretou prisão preventiva de 180 dias para os 11 detidos, segundo o Ministério do Interior do Uruguai.

As investigações identificaram como um dos líderes o uruguaio Jorge Fulco, apontado como narcotraficante ligado ao PCC. Na operação, foram apreendidos 113 kg de maconha e 42 kg de cocaína.

O volume de drogas indica que a estrutura criminosa não estava restrita ao planejamento de um furto milionário. Havia uma engrenagem mais ampla, combinando crime financeiro e tráfico internacional.

Método exportado

O que se vê é a exportação de um modelo testado em solo brasileiro. O túnel do BC do Ceará virou referência operacional.

A lógica permanece com o planejamento técnico, estrutura compartimentada e tentativa de minimizar confronto direto, com a mudança somente do território onde o alvo está.

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