Paquistão pede que Trump amplie prazo para acordo com o Irã

Primeiro-ministro Shehbaz Sharif propõe a Donald Trump duas semanas para avanço diplomático e reabertura do Estreito de Ormuz

atualizado

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Harun Ozalp/Anadolu via Getty Images
Shehbaz Sharif e Donald Trump
1 de 1 Shehbaz Sharif e Donald Trump - Foto: Harun Ozalp/Anadolu via Getty Images

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, pediu nesta terça-feira (7/4) que as partes envolvidas na crise no Oriente Médio adotem um cessar-fogo de duas semanas, com o objetivo de permitir avanços diplomáticos e reduzir as tensões na região.

Em publicação na rede social X (antigo Twitter), Sharif também solicitou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prorrogue por mais duas semanas o prazo imposto ao Irã para atender às exigências de Washington, em meio à escalada de ameaças e movimentações militares.

“Para permitir que a diplomacia siga seu curso, solicito encarecidamente ao Presidente Trump que estenda o prazo por duas semanas. O Paquistão, com toda sinceridade, solicita aos irmãos iranianos que abram o Estreito de Ormuz por um período correspondente de duas semanas, como gesto de boa vontade”, escreveu o premier.

O premier paquistanês afirmou que os esforços diplomáticos estariam avançando de forma “constante, firme e eficaz”, e que uma extensão do prazo permitiria alcançar resultados mais concretos sem o agravamento do conflito.

Segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, “o presidente foi informado da proposta e uma resposta será dada”, em comunicado citado pela CNN Internacional.

A manifestação ocorre em meio à intensificação das tensões e à aproximação do prazo estabelecido por Washington para avanços nas negociações com Teerã.

Paquistão como principal mediador

Sharif tem atuado como um dos principais mediadores diplomáticos no conflito e propôs um cessar-fogo de duas semanas para permitir a continuidade das negociações.

De acordo com a proposta, esse período inicial de trégua permitiria avançar em um acordo mais amplo, com redução das tensões militares e espaço para tratativas diplomáticas entre Washington e Teerã.

Sharif afirmou que os esforços estão “progredindo de forma constante, forte e eficaz”, com potencial para resultados concretos no curto prazo.

Apesar da iniciativa, tanto os Estados Unidos quanto o Irã já sinalizaram resistência à proposta. Relatos indicam que Teerã rejeitou a trégua nas condições apresentadas, defendendo a criação de um protocolo para a circulação de embarcações no Estreito de Ormuz e a retirada de sanções econômicas como parte de qualquer entendimento.

Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, uma das propostas do Paquistão previa uma estratégia em duas etapas: um cessar-fogo imediato, seguido de uma fase de 15 a 20 dias com abertura parcial da rota marítima e, posteriormente, um acordo mais abrangente.

A Casa Branca, no entanto, afirmou que Trump não validou formalmente a proposta apresentada.

Enquanto isso, o prazo estabelecido pelos Estados Unidos para avanços no acordo se aproxima do fim, acompanhado de ameaças de novas medidas militares, incluindo ataques a infraestruturas energéticas.

Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, classificou a proposta norte-americana como “extremamente ambiciosa, incomum e ilógica”, reiterando que negociações não podem ocorrer sob pressão ou ameaças.

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