Paquistão sinaliza que deve agir contra os Houthis no Mar Vermelho
Paquistão faz parte de aliança marítima criada pela Arábia Saudita para conter os ataques dos Houthis no Mar Vermelho

Dias após assinar um pacto de defesa trilateral com Turquia e Arábia Saudita, o Paquistão anunciou que vai ajudar forças sauditas a conter as ações do grupo Houthis no Mar Vermelho. A informação foi confirmada pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores paquistanês, Tahir Andrabi, nesta quarta-feira (12/8).
A decisão foi tomada após um ataque dos Houthis contra uma embarcação saudita resultar na morte de três marinheiros paquistaneses, informou a chancelaria do país.
Além do acordo de cooperação militar assinado na última semana, o Paquistão também faz parte de uma outra aliança lançada pela Arábia Saudita no fim de julho. A coalizão visa garantir a segurança de navegação marítima no Golfo de Áden e no Estreito de Bab el-Mandeb — localizado na região costeira do Iêmen controlada pelos Houthis.
“O Paquistão é signatário deste comunicado da coalizão marítima e o implementaremos com toda a seriedade”, disse Andrabi.
A aliança marítima, além de Arábia Saudita e Paquistão, é composta por outros doze países: Kuwait, Bahrein, Catar, Turquia, Egito, Jordânia, Iêmen, Bangladesh, Djibuti, Somália e Quênia.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO pacto militar surgiu após os Houthis, apoiados pelo Irã, anunciarem um bloqueio contra embarcações sauditas no Estreito de Bab el-Mandeb, que conecta o Mar Vermelho ao Oceano Índico. A rota vinha sendo utilizado pela Arábia Saudita como opção alternativa para escoar a produção petrolífero do país, já que o Estreito de Ormuz permanece com restrições de navegação impostas pelos iranianos.

A crise é um reflexo da retomada das hostilidades entre os Houthis e a Arábia Saudita em julho deste ano, rompendo um cessar-fogo em vigor desde 2022, após a Organização das Nações Unidas (ONU) intervir na guerra no Iêmen que se arrastava desde 2014.
Os sauditas ganharam papel central no conflito ao criar uma coalizão militar para apoiar o governo do Iêmen reconhecido internacionalmente, e nos combates contra a organização iemenita.



