Papa Leão XIV conduz a cruz pelas 14 estações e encerra Via-Sacra. Vídeo

Primeira Semana Santa do papa Leão XIV é marcada por reflexões sobre poder, dignidade humana e conflitos contemporâneos

atualizado

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O Papa Leão XIV preside a solene liturgia da Paixão do Senhor na Sexta-feira Santa, na Basílica de São Pedro
1 de 1 O Papa Leão XIV preside a solene liturgia da Paixão do Senhor na Sexta-feira Santa, na Basílica de São Pedro - Foto: Franco Origlia/Getty Images

O Papa Leão XIV participou nesta sexta-feira (4/4) da tradicional Via-Sacra no Coliseu, em Roma. A cerimônia relembra o percurso de Jesus Cristo desde a condenação até o sepultamento, com o pontífice conduzindo a cruz ao longo das 14 estações.

Ao fim da 14ª estação, o papa expôs a cruz ao público presente no Coliseu e concedeu a bênção, convidando os fiéis, assim como São Francisco de Assis, a viverem a própria vida como um caminho progressivo em direção ao amor, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Por fim, Leão XIV concedeu a bênção final aos fiéis com a tradicional fórmula litúrgica: “O Senhor esteja convosco. Ele está no meio de nós. Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.”

O Metrópoles transmitiu a Via-Sacra ao vivo. Veja: 

Esta é a primeira Semana Santa sob a liderança de Leão XIV à frente da Igreja Católica, onde Leão fez questão de conduzir a cruz por todas as 14 estações.

As meditações deste ano foram escritas pelo frei Francesco Patton, ex-custódio da Terra Santa, inspirada na espiritualidade de São Francisco de Assis. Os textos aproximam os relatos bíblicos da realidade atual e devem ser divulgados oficialmente pelo Vaticano ao longo do dia.

Ao fim de cada estação, são feitas preces dedicadas a crianças, órfãos, mulheres e demais grupos em situação de vulnerabilidade.

Um dos eixos centrais da Via-Sacra de 2026 é a crítica ao abuso de poder. Nas meditações, Patton ressalta que, assim como no tempo de Jesus, ainda hoje há líderes que acreditam possuir autoridade ilimitada — inclusive para iniciar guerras ou subjugar povos.

O contraste entre o poder humano e o poder de Cristo é destacado logo na primeira estação, no diálogo entre Jesus e Pôncio Pilatos. Enquanto autoridades terrenas exercem domínio pela força, a mensagem cristã aponta para o amor, o perdão e a responsabilidade moral como formas legítimas de poder.

Tradição milenar no coração de Roma

Realizada no Anfiteatro Flávio, a Via-Sacra no Coliseu remete ao caminho até o Gólgota — colina fora dos muros de Jerusalém onde Cristo foi crucificado.

A celebração une fé, tradição e reflexão contemporânea, sendo um dos momentos mais emblemáticos da Sexta-Feira Santa no calendário católico.

Atualização da mensagem cristã

Ao longo das 14 estações, a Via-Sacra também conecta personagens bíblicos a figuras contemporâneas. Simão de Cirene, por exemplo, é associado a voluntários que ajudam pessoas em situação de vulnerabilidade. Já Verônica e as mulheres de Jerusalém simbolizam aqueles que acolhem vítimas de violência, guerra e desigualdade.

As reflexões ainda destacam mães que perdem filhos em conflitos, refugiados, prisioneiros políticos e vítimas de crises humanitárias.

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