Papa estuda permitir sacerdotes casados para a região amazônica

Documento publicado nesta segunda-feira (17/06/2019) também confere ministérios oficiais para mulheres em áreas remotas

ANDREW MEDICHINI/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOANDREW MEDICHINI/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

atualizado 17/06/2019 10:49

O Vaticano recomendou que a Igreja Católica considere a ordenação de sacerdotes mais velhos e casados, “de preferência indígenas”, em regiões remotas da Amazônia. A recomendação também prevê algum tipo de “ministério oficial” para mulheres na região, mas não entra em detalhes.

A decisão está no documento Instrumentum Laboris (“Documento de Trabalho”) emitido nesta segunda-feira (17/06/2019), preparado pelo Vaticano para o sínodo de bispos da Amazônia, marcado para outubro deste ano.

As sugestões foram conferidas a essas comunidades para que respondam, de modo mais eficaz, às necessidades dos povos amazônicos. Assim, seria preciso criar “ministérios oportunos”.

“Afirmando que o celibato é uma dádiva para a Igreja, pede-se que, para as áreas mais remotas da região, se estude a possibilidade da ordenação sacerdotal de pessoas idosas, de preferência indígenas, respeitadas e reconhecidas por sua comunidade, mesmo que já tenham uma família constituída e estável, com a finalidade de assegurar os Sacramentos que acompanhem e sustentem a vida cristã”, assegura o documento.

“Identificar o tipo de ministério oficial que pode ser conferido à mulher, tendo em consideração o papel central que hoje ela desempenha na Igreja amazônica”, diz o documento sobre novos ministérios para as mulheres. Entretanto, a mensagem não descreve quais ministérios seriam esses.

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