Papa Leão XIV recebe convite para Conselho da Paz em Gaza
Vaticano diz que analisará proposta dos EUA para o papa Leão XIV participar do recém-criado Conselho da Paz de Gaza
atualizado
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O papa Leão XIV está entre os líderes mundiais convidados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a integrar o recém-criado Conselho da Paz na Faixa de Gaza. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (22/1) pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano e principal autoridade diplomática da Santa Sé.
“O papa recebeu um convite, e estamos analisando o que fazer. Acredito que será algo que exigirá um pouco de tempo para reflexão antes de darmos uma resposta”, afirmou Parolin.
Segundo ele, a avaliação envolve tanto o escopo do novo órgão quanto implicações diplomáticas.
Embora seja crítico de algumas políticas do republicano, o pontífice tem se manifestado repetidamente sobre a situação humanitária na Faixa de Gaza, denunciando as condições de vida da população palestina, inclusive em um sermão contundente na véspera de Natal.
Conselho da Paz em Gaza
- Inicialmente apresentado como um mecanismo para pôr fim ao conflito em Gaza, o Conselho da Paz teve seu alcance ampliado por Trump, que passou a defendê-lo como um fórum capaz de mediar conflitos em todo o mundo.
- Israel e Egito já aceitaram o convite, enquanto outros países reagiram com cautela.
- Segundo documentos, o órgão é visto por parte da comunidade diplomática como uma espécie de “ONU paralela”.
- O desenho institucional prevê um mandato inicial de três anos, com cerca de 60 países participantes, além da criação de um grupo de membros permanentes.
- Para integrar esse núcleo, os países precisariam contribuir com uma taxa de US$ 1 bilhão ainda no primeiro ano, com os recursos sob controle da Casa Branca.
- O plano também estabelece que Trump presidiria o conselho, com mandato vitalício.
Até o momento, cerca de 50 países e a União Europeia confirmaram o recebimento do convite, mas apenas Argentina, Hungria e Marrocos aceitaram formalmente participar.
Outros líderes, como o presidente francês, Emmanuel Macron, descartaram a adesão, citando dúvidas sobre a legitimidade e o escopo do novo organismo.
Além do papa, diversos chefes de Estado foram convidados, entre eles o presidente russo, Vladimir Putin. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a proposta está sob análise.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), também recebeu o convite, mas ainda não se decidiu sobre a adesão. Trump reforçou o convite ao petista, afirmando que ele terá um grande papel no conselho.






