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Padilha oferece SUS a feridos na Venezuela: “Queremos paz”

Ministro Alexandre Padilha abriu as portas do Brasil para que feridos pelos bombardeios dos EUA na Venezuela sejam tratados no país

atualizado

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Flávio Sales
Imagem colorida, Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, vacina grávidas contra a Bronquilite (VSR) - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida, Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, vacina grávidas contra a Bronquilite (VSR) - Metrópoles - Foto: Flávio Sales

O ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, condenou o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela e ofereceu os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) para possíveis feridos no país vizinho em decorrência da ação norte-americana. A manifestação foi divulgada neste sábado (3/1), na rede social X.

“Nós, do Ministério da Saúde, sempre queremos e trabalhamos pela paz”, disse Padilha. “Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio”, ressaltou.

De acordo com o ministro, o Brasil e seu sistema de saúde já vinham absorvendo os “impactos da situação da Venezuela”, principalmente o SUS de Roraima — estado brasileiro que faz fronteira com o país vizinho.

“Desde o início das operações militares no entorno do país vizinho, preparamos a nossa Agência do SUS, a Força Nacional do SUS e nossas equipes de Saúde Indígena para reduzirmos, ao máximo, os impactos do conflito na saúde e no SUS brasileiro. Que venha a paz! Enquanto isso, cuidaremos de quem precisar ser cuidado, em solo brasileiro”, afirmou Padilha.

O suporte do SUS a venezuelanos não é algo novo. Tal trabalho é realizado há cerca de oito anos, quando a Operação Acolhida foi criada em Roraima para receber cidadãos da Venezuela que cruzaram as fronteiras rumo ao Brasil.

“Os investimentos [do Brasil] ficaram ainda maiores depois que os EUA suspenderam financiamentos que apoiavam a Operação Acolhida”, destacou Padilha. “O Ministério da Saúde, desde então, ampliou investimentos e profissionais na cidade e na área indígena, via a nossa Agência do SUS”.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que forças norte-americanas bombardearam a Venezuela. O líder do país, Nicolás Maduro, e a esposa, Cilia Flores, teriam sido retirados do território venezuelano. O paradeiro do herdeiro político de Hugo Chávez ainda é desconhecido.

O ataque dos EUA ocorre após meses de ameaças e de pressão militar na América Latina e Caribe, sob a justificativa de combate ao tráfico de drogas. Até o momento, porém, Washington ainda não apresentou provas concretas que liguem Maduro ao tráfico de entorpecentes.

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