Ministro da Defesa da Venezuela acusa EUA de atacar áreas civis

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, afirmou que os EUA profanaram a “terra sagrada”

atualizado

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Imagem colorida mostra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, alvo de Trumo - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, alvo de Trumo - Metrópoles - Foto: Jesus Vargas/Getty Images

O ministro da Defesa da Venezuela , Vladimir Padrino López, acusou os Estados Unidos de atacarem áreas civis da capital, Caracas. Em vídeo publicado neste sábado (3/1), ele afirmou que o país resistirá às tropas estrangeiras.

O governo norte-americano atacou a capital venezuelana e capturou o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.

De acordo com Padrino, os EUA conduziram uma operação de mudança de regime  “deplorável” e “criminosa”. Ele acrescentou que forças invasoras “bárbaras” profanaram a “terra sagrada”. “Esta invasão representa a maior afronta que o país já sofreu”, afirmou o general.

Padrino convocou cidadãos e soldados a se unirem para resistir à invasão norte-americana.

“Eles nos atacaram, mas não nos vencerão. Formaremos uma muralha de resistência indestrutível. Nossa vocação é a paz, mas nossa herança é a luta pela liberdade”, afirmou.

O ministro também acrescentou que as autoridades venezuelanas estavam tentando calcular o número de civis mortos ou feridos durante ataques de helicópteros em áreas urbanas.


EUA X Venezuela

  • A tensão na América Latina e no Caribe se intensificou nos últimos meses após os EUA anunciarem ataques ao território da Venezuela.
  • Desde o início da ofensiva militar norte-americana na região, sob o pretexto de combater o tráfico internacional de drogas, as tensões se prolongaram. Em meio ao agravamento do cenário, Maduro passou a ser o principal alvo das ameaças de Trump. Isso porque o presidente da Venezuela é apontado como chefe do Cartel de los Soles — grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.
  • Nicolás Maduro havia se mostrado disposto a dialogar com o líder dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi feita durante entrevista ao jornalista Ignacio Ramonet, publicada na quinta-feira (1º/1).
  • No fim de novembro de 2024, os dois presidentes chegaram a conversar. O contato, segundo Maduro, foi “agradável”. O presidente da Venezuela, porém, afirmou que os “desdobramentos após as negociações não foram agradáveis”.
  • Desde a conversa, Trump subiu o tom e aumentou a retórica militar na América Latina e Caribe, e avançou com a ofensiva que começou no segundo semestre do último ano.
  • A ação se soma a outras realizadas por forças norte-americanas enviadas para a região em meados de agosto de 2024. A mobilização militar inclui fuzileiros navais, uma frota de navios de guerra, o porta-aviões USS Gerald R. Ford, um submarino nuclear e caças F-35.
  • Mais de 20 embarcações já foram bombardeadas em águas caribenhas e do Pacífico durante a operação Lança do Sul, cujo objetivo declarado é combater o tráfico de drogas na região.

Ataque à Venezuela

O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou ter capturado Nicolás Maduro e o levado para fora do país. A informação foi divulgada neste sábado (3/1), na rede Truth Social.

O ataque ocorre dois dias após Maduro anunciar que estaria disposto a dialogar com o líder dos Estados Unidos. Ele afirmou que precisaria conversar seriamente com Trump “com fatos em mãos, e o governo dos Estados Unidos sabe disso”.

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