Ovo Fabergé é encontrado dentro do superiate de um oligarca russo
Força-tarefa dos Estados Unidos tem encontrado itens curiosos em iates de russos. O último deles foi um ovo Fabergé que pode custar milhões
atualizado
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Desde o início da guerra na Ucrânia em fevereiro, deste ano, uma força-tarefa formada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos e outros órgãos mundiais tem feito um estrago na oligarquia russa. Principalmente superiates desses magnatas são capturados em águas internacionais. E dentro desses barcos, itens curiosos são encontrados.
De acordo com a vice-procuradora-geral dos EUA, Lisa Monaco, um desses tesouros foi um ovo Fabergé, ou pelo menos um objeto que pode ser um deles. O iate ia de Fiji para San Diego, nos EUA, quando acabou interceptado.
Em um fórum dedicado a discutir o papel da aplicação da lei no congelamento e apreensão de bens russos, Monaco contou o caso. “Temos encontrado algumas coisas realmente interessantes. Recuperamos um Fabergé – ou suposto ovo Fabergé – em um desses [iates]. Então, fica cada vez mais interessante.”
Os EUA e aliados apreenderam bilhões de dólares em ativos russos. Monaco não especificou a qual iate ela se referia. Disse somente que o barco se encontrava na baía de San Diego depois de ter saído de Fiji no mês passado. A descrição bate com um iate de US$ 300 milhões, de nome Amadea.
De acordo com a vice-procuradora-geral, se o ovo Fabergé for considerado autêntico, pode fazer valer milhões. E é verdade. Esses objetos começaram a ser fabricados em 1885, para o czar Alexandre III da Rússia dar de presente à esposa, Maria.
Peter Carl Fabergé, o artista, criou somente 56 deles para a família imperial. Mas nem todos resistiram até hoje. Um deles foi leiloado em 2002 por US$ 9,6 milhões (hoje, algo em torno de R$ 52 milhões). Ainda hoje são fabricados edições especiais. Em 2021, por exemplo, empresa Fabergé fez um baseado na série Game of Thrones, vendido por R$ 12 milhões.
Monaco afirmou no fórum que a ideia apoiada pelo Departamento de Justiça dos EUA é confiscar e vender os bens apreendidos. E o lucro deveria ser voltado para Ucrânia. Mas é preciso uma decisão do Congresso para isso.
