Chefe da Otan diz estar “convencido” de que aliança reabrirá Ormuz
Mark Rutte, secretário-geral da Otan, afirma que países aliados se organizam para responder ao Irã e garantir segurança da rota estratégica
atualizado
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O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, afirmou neste domingo (22/3) que está “absolutamente convencido” de que a aliança conseguirá reabrir o Estreito de Ormuz, principal rota estratégica para o comércio global de petróleo e que tem sido alvo de tensões no Oriente Médio.
A declaração foi dada em entrevista à Fox News e ocorre em meio ao aumento das pressões militares e políticas envolvendo Estados Unidos, Irã e aliados ocidentais, além de críticas recentes do presidente norte-americano Donald Trump à atuação da Otan no contexto da crise.
Rutte destacou que países europeus e parceiros da aliança vêm trabalhando de forma conjunta para estruturar uma resposta coordenada diante da instabilidade na região.
“Os aliados europeus e parceiros em todo o mundo aproveitaram as últimas semanas para garantir que nos uníssemos. Eles começaram a planejar o que podemos fazer coletivamente como aliados e parceiros dos Estados Unidos”, afirmou.
Segundo ele, a natureza sensível e estratégica da operação exige tempo de preparação e alinhamento entre os membros da aliança antes de qualquer ação mais direta.
Estreito de Ormuz no centro da crise
- O Estreito de Ormuz, localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é considerado uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo.
- A região se tornou um ponto sensível após ameaças do Irã de bloquear a passagem em resposta a possíveis ataques norte-americanos a suas instalações energéticas.
- Nos últimos dias, autoridades iranianas reforçaram que a via marítima pode ser fechada caso haja ofensivas contra o país, elevando a preocupação internacional com possíveis impactos no comércio global e no preço do petróleo.
- A escalada ocorre em meio a confrontos entre forças dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, além de trocas de ameaças envolvendo infraestrutura energética e instalações estratégicas na região.
Resposta às críticas de Trump
A fala do chefe da aliança também ocorre após críticas públicas feitas por Trump, que questionou o envolvimento e o comprometimento de países aliados diante da crise envolvendo o Estreito de Ormuz. Na ocasião, o republicano chamou os líderes ocidentais de “covardes”.
Rutte evitou confronto direto, mas defendeu que a resposta coletiva precisa respeitar etapas de planejamento e coordenação, especialmente em cenários de risco elevado.








