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ONU: 100 mil iranianos fugiram de Teerã nos primeiros dias de guerra

Conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel resulta em centenas de mortes e provoca fuga em massa da capital iraniana

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O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) informou, nesta quarta-feira (4/3), que cerca de 100 mil pessoas deixaram Teerã, capital do Irã, nos dois primeiros dias de guerra, após os ataques de Estados Unidos e Israel.

Em meio aos bombardeios e à repressão interna em Teerã, a população iraniana se vê encurralada. Sem sirenes de alerta ou abrigos públicos, moradores da cidade – principal alvo dos ataques – improvisam proteção dentro de casa, reforçando janelas e cômodos com colchões e fitas adesivas.

Segundo o Acnur, o deslocamento forçado tende a crescer nos próximos dias. Além de impactar a segurança no Oriente Médio, a guerra ameaça desestabilizar a economia global e pode provocar um novo êxodo populacional.

Também nesta quarta-feira, a Organização das Nações Unidas (ONU) fez um apelo urgente pela proteção de civis diante da intensificação dos bombardeios.

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Destroços de bombardeio nas ruas de Teerã, no Irã
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Destroços de bombardeio nas ruas de Teerã, no Irã

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Ofensivas chegam ao quinto dia

  • No último sábado (28/2), forças israelenses e norte-americanas iniciaram ataques contra o regime teocrático islâmico do Irã.
  • Durante as ofensivas, o aiatolá Ali Khamenei foi morto, junto a outras autoridades iranianas, o que desencadeou uma resposta retaliatória de Teerã.
  • O conflito chegou ao quinto dia, nesta quarta-feira (4/3), e segue sem previsão de negociação ou fim dos bombardeios.
  • Assim como na guerra de 12 dias, em 2025, a ofensiva foi justificada pelo programa nuclear iraniano.
  • O conflito já provocou milhares de mortes e intensificou ameaças diplomáticas entre os países envolvidos.

Desde o início da escalada militar, o Irã lançou contra-ataques contra Israel e aliados norte-americanos na região. De acordo com a ONG Hrana, mais de 1 mil civis morreram no Irã desde o início da ofensiva – entre eles, 181 crianças com menos de 10 anos.

Ameaças diplomáticas se intensificam

Na segunda-feira (2/3), Trump afirmou que a “grande onda” de ataques do exército norte-americano contra o Irã “ainda está por vir”. Em entrevista à CNN Internacional, Trump afirmou que o exército norte-americano está “dando uma surra” no Irã e que a operação militar deve durar menos de um mês.

O líder da Casa Branca se disse surpreso com a retaliação do Irã contra países árabes, mas garantiu que os EUA vão resolver a situação.

Em resposta, Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, ameaçou Trump pelo assassinato de Khamenei. Em tom provocativo, o secretário iraniano também levantou questões sobre o custo humano para Washington.

Segundo ele, com mais de 500 soldados norte-americanos mortos em poucos dias de confrontos, seria preciso “fazer as contas” para saber quem realmente estaria pagando o preço mais alto da guerra, se os EUA ou Israel.

Irã ameaça ofensiva “ainda mais devastadora”

O general Ali Mohammad Naeini, porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), prometeu que os ataques retaliatórios do Irã contra os EUA e Israel “serão ainda mais devastadores”. Ele também afirmou que os mísseis iranianos foram modernizados e “são mais avançados do que os usados na guerra do ano passado (Guerra dos 12 dias)”.

“Os inimigos devem esperar ataques contínuos do Irã. […] Os portões do inferno se abrirão cada vez mais para os EUA e o regime sionista”, afirmou o porta-voz do Irã.

Ainda na terça-feira, a Guarda Revolucionária Islâmica informou que mais de 650 militares norte-americanos foram mortos ou feridos nos dois primeiros dias da operação retaliatória iraniana. No entanto, os EUA não confirmam a informação e dizem que, até terça-feira, quatro militares norte-americanos morreram nas operações.

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