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Mundo

OEA convoca reunião de emergência para discutir crise na Nicarágua

Organização dos Estados Americanos (OEA) criticou governo Ortega e afirmou que a democracia "já não existe" na Nicarágua

19/08/2026 15:27, atualizado 19/08/2026 15:54
Jorge S. Cabrera A./LatinContent via Getty Images
Imagem colorida mostra Daniel Ortega em frente as bandeiras da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSL) e da Nicarágua - Metrópoles

A Organização dos Estados Americanos (OEA) convocou uma reunião de emergência com os ministros das Relações Exteriores dos países que compõem o bloco, cujo objetivo é discutir a situação na Nicarágua — onde o governo do país ameaça a realização de eleições livres. A decisão foi tomada após votação no Conselho Permanente da organização.

De acordo com a OEA, os “acontecimentos recentes na Nicarágua constituem um problema de caráter urgente e de interesse comum para os Estados americanos”.

Além disso, o bloco voltou a criticar o governo de Daniel Ortega e Rosario Murillo, além de ter lamentado que a democracia “já não existe” mais no país.

A medida, encabeçada pelos Estados Unidos, foi aprovada por 29 dos 31 países que participaram da sessão. O Brasil foi o único membro da OEA contrário à convocação da reunião de chanceleres. O México se absteve na votação.

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Mesmo com a aprovação, a reunião ainda não tem data. O encontro dos chefes das diplomacias dos membros da OEA deve ocorrer “assim que possível”.

Enquanto isso, o governo sandinista de Ortega e esposa, a copresidente Rosario Murillo, avança em uma reforma que pode barrar políticos de oposição nas eleições do país.

Desde o último mês, o plano é debatido pela Assembleia Nacional e por outros setores. A previsão é de que a reforma seja votada no próximo mês.

Para o governo Ortega, a mudança é vista como a chance de afastar “interferências” exteriores do pleito, para torná-lo “livre, digno e soberano”, alegou Rosario Murillo.

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