Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Gilmar Mendes vê veto a observadores dos EUA como "questão política"

Declaração do ministro do STF foi dada em evento Esfera Fórum Saúde nesta quarta-feira (19/8)

19/08/2026 12:24
DivulgaçãoEsfera Brasil
Gilmar Mendes, ministro do STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou nesta quarta-feira (19/8) como uma “questão política diplomática” a decisão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de negar o visto dos oficiais norte-americanos para uma missão ao Brasil com o objetivo de questionar o sistema eleitoral.

“A mim parece que esta é uma questão política diplomática”, limitou-se a declarar a jornalistas após abertura do evento Esfera Fórum Saúde.

O pedido de entrada de representantes dos Estados Unidos (EUA) foi protocolado no Consulado em Washington em 20 de julho. A delegação seria composta por Riley M. Barnes, secretário de Estado adjunto para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL) do Departamento de Estado norte-americano, e Samuel D. Samson, subsecretário adjunto do DRL.

Metrópoles mostrou que os funcionários informaram que se reuniriam com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e “autoridades eleitorais” para discutir questões relacionadas à liberdade de expressão e à corrida eleitoral.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Reportagem do The Washington Post revelou que a missão dos observadores da gestão de Donald Trump tinha a intenção de lançar dúvidas sobre o processo eleitoral brasileiro.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

A missão ocorre na esteira das falas de Flávio quanto às urnas eletrônicas. Em reunião com diplomatas, em julho, o senador eleito pelo Rio de Janeiro questionou a efetividade do sistema. As informações já foram desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em anos anteriores.

Flávio afirmou que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic, supostamente envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012, conforme relatório da Agência Central de Inteligência (CIA), dos Estados Unidos.