Local do atentado ao World Trade Center agora tem museu e novo arranha-céu
Nova York sobrevive e homenageia mortos e feridos do ataque terrorista em 11 de setembro de 2001
atualizado
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O distrito financeiro de Nova York, que contempla importantes pontos para a economia mundial como a Bolsa de Valores e a icônica Wall Street, tem ritmo frenético. Porém, basta descer mais um pouco em direção à parte sul da ilha e essa atmosfera agitada se dissipa em questão de minutos. O silêncio é quase palpável. Não é para menos. Logo chegamos ao local onde estavam as torres do World Trade Center, derrubadas no ataque terrorista de 11 de setembro de 2001.
Este dia de hoje marca o primeiro aniversário da tragédia com dois novos símbolos no local: o museu 9/11 Memorial e um dos mais novos arranha-céus da cidade, o One World Trade Center.
Visitar o 9/11 Memorial não é tarefa fácil. Ao contrário do encanto trazido por outros museus da Grande Maçã, a exemplo do MET e do MoMa, no espaço o clima é para lá de pesado. A visita começa ainda na área externa. Dois vãos de granito preto marcam o local das torres.
Dentro deles há uma queda-d’água que desemboca em outro compartimento menor ao centro, dando a sensação de infinitude. Gravados nas bordas estão os nomes das vítimas, incluindo as do Pentágono, do avião sequestrado derrubado por passageiros na Pensilvânia, de profissionais de resgate e também dos seis mortos no primeiro atentado às torres, em 1993 – alguns deles são decorados com rosas brancas.
Dentro do memorial, a exibição de um minidocumentário no auditório dá início ao tour. Depois, é possível seguir os acontecimentos daquele dia em ordem cronológica, começando com as primeiras transmissões de TV sobre o assunto.
O impressionante trabalho de reconstituição continua com itens encontrados nos destroços. Estão expostos celulares, carteiras e armações de óculos, dentre outros. Os cartazes de “desaparecidos”, que se espalharam pela cidade nos dias subsequentes ao ataque, estão colados por ali. A lembrança dos que se foram ficam marcadas durante todo o percurso. Em alguns locais, recados de secretárias eletrônicas – para maridos, esposas e entes queridos – são reproduzidos em loop.
Ao adentrar em um espaço maior, o visitante encontra as vigas originais dos prédios. Há também a pedra fundamental do complexo, escadas intactas e um caminhão dos bombeiros destruído. O corredor pontuado por homenagens aos heróis que resgataram sobreviventes emociona – até mesmo os cães farejadores ganharam reverência.
Em um dos espaços mais chocantes da mostra permanente, as fotos de todas as vítimas cobrem as paredes de cima a baixo. Impossível não se emocionar. Por conta disso, em alguns locais do museu, existem totens com lenços de papel descartáveis. Caso deseje compartilhar a experiência, o visitante pode também gravar um depoimento em algumas salas especiais.
Ao sair do memorial, onde predomina a dor de uma tragédia tão recente, dá-se logo de cara com o One World Trade Center, um dos mais novos arranha-céus de Nova York. Um símbolo de que, apesar dos pesares, a vida sempre segue em frente.
“Nenhum dia deve te apagar a memória do tempo”: frase de Virgílio ilustra um dos espaços do museu
9/11 Memorial
200 Liberty St, Nova York
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One World Trade Center
1 World Financial Center – Sandy Hook, Nova York
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