Nova rodada de sanções econômicas tenta frear guerra e isolar Putin

Punições ocorrem na data que conflito no Leste Europeu completa um mês. Entre as medidas está o congelamento de bens e banimento de empresas

atualizado 24/03/2022 14:11

Carl Court/Getty Images

Uma nova rodada de sanções econômicas tenta frear a guerra na Ucrânia e isolar ainda mais o presidente russo, Vladimir Putin. O conflito completa um mês nesta quinta-feira (24/3) e não mostra sinais de que irá arrefecer.

Os Estados Unidos congelaram bens de dezenas de fabricantes de armas e equipamentos de defesa, 328 parlamentares russos e do diretor do maior banco da Rússia.

As sanções foram anunciadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano, em resposta ao que o órgão chama de “guerra ilegal” contra a Ucrânia.

Seguindo a mesma estratégia, o Reino Unido decidiu congelar bens de empresas russas, como a estatal Sovcomflot, o Gazprobrank e o Alfa Bank.

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que as principais potências do Ocidente estão prontas para aumentar as sanções contra a Rússia.

“Não pouparemos esforços para responsabilizar o presidente Putin e os arquitetos e apoiadores dessa agressão, incluindo o regime de Lukashenko em Belarus, por suas ações. Estas sanções têm um impacto e são tangíveis e temos de as manter pelo seu efeito dissuasor “, garantiu Macron.

Reunião

A cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) mandou recados duros a dois países aliados do presidente russo, Vladimir Putin. A entidade militar advertiu China e Belarus, além de dizer que as nações são “cúmplices” da guerra na Ucrânia.

Líderes da Otan estão reunidos em Bruxelas para tratar do conflito em território ucraniano.

O grupo está preocupado com a guerra. “Temos a responsabilidade de assegurar que o conflito não escale”, disse o secretário-geral da entidade, Jens Stoltenberg.

Ele advertiu a China a não apoiar Vladimir Putin, seu aliado, e disse que a ditadura de Belarus tem de parar de ser cúmplice de Moscou.

A declaração ocorre em meio a rumores de que Pequim está fornecendo ajuda militar e econômica a Moscou na guerra.

Belarus passou a ser o centro de uma polêmica internacional após ser acusada de facilitar a invasão e fazer ataques contra a Ucrânia com mísseis.

Zelensky pede armas

O líder ucraniano pediu que a aliança militar envie jatos, tanques, armas antinavios e equipamentos militares para defesa aérea. Ele ainda acusou a Rússia de planejar avançar sobre outros países do Leste Europeu, como a Polônia.

“Vocês poderiam nos dar 1% de todos os seus aviões. 1% de seus tanques. Um por cento. Para salvar as pessoas e as nossas cidades, a Ucrânia precisa de ajuda militar irrestrita. Assim como a Rússia usa todo o seu arsenal contra nós sem restrições”, exigiu Zelensky.

Dia decisivo

A tensão global tem atingido níveis estratosféricos com a falta de entendimento entre russos e ucranianos e a deterioração das relações político-diplomáticas envolvendo outras nações, como Estados Unidos, Rússia e China.

A quinta-feira tem intensa agenda internacional: haverá reunião da cúpula da Otan, do conselho da União Europeia e do G7 — grupo dos países mais ricos do mundo.

Os encontros debaterão a instabilidade geopolítica atual. Novas sanções contra a Rússia, o risco do uso de armas nucleares e o fortalecimento da defesa mundial são as principais pautas divulgadas até o momento.

0

 

Efeito Biden

O presidente dos EUA, Joe Biden, participa dos encontros. A participação é simbólica e estratégica. Essa é a primeira visita de Biden ao continente após o início da guerra na Ucrânia, )em 24 de fevereiro.

Biden, em um recado diplomático importante, visitará na sexta-feira (25/3), tropas militares da Otan na Polônia — país que faz fronteira com a Ucrânia e é integrante da aliança atlântica.

A Polônia sugeriu que a Rússia seja excluída do G20, o grupo que reúne as 19 maiores economias do mundo e a União Europeia.

A tensão nos arredores da Polônia ficou maior na última semana, com o primeiro bombardeio a Lviv, cidade a poucos quilômetros da fronteira polonesa. O ataque deixou o mundo em alerta.

Como a cidade é próxima da Polônia, se a investida seguir e de alguma forma atingir alvos de nações amigas da Ucrânia, mesmo que não intencionalmente, isso poderia fazer o conflito escalar dramaticamente.

Mais lidas
Últimas notícias