Na Polônia, Kamala Harris diz que Rússia comete “atrocidades”

Vice-presidente dos EUA se reuniu com o presidente da Polônia, Andrzej Duda, e condenou ataque a maternidade ucraniana

atualizado 10/03/2022 10:31

vice presidente dos EUA Kamala HarrisAlex Wong/Getty Images

A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, condenou, nesta quinta-feira (10/3), ataques da Rússia à Ucrânia, os quais classificou de “atrocidades”. Kamala se reuniu com o presidente da Polônia, Andrzej Duda, em Varsóvia, no 15º dia de guerra na Ucrânia.

Ela também vai visitar Bucareste, capital da Romênia. Os dois países têm sido os principais receptores de refugiados desde o início da invasão de tropas russas, em 24 de fevereiro. A viagem representa um novo esforço dos EUA em manifestar apoio ao governo de Volodymyr Zelensky.

“Temos testemunhado há semanas atrocidades em uma proporção inimaginável”, disse Kamala, citando os bombardeiros russos a uma maternidade na Ucrânia nessa quarta-feira (9/3), quando mulheres grávidas deram à luz no porão. A Rússia nega ataques e diz que é alvo de fake news.

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O hospital, na cidade sitiada de Mariupol, foi atingido “várias vezes” por bombas russas. Uma delas “errou” o prédio por metros e deixou uma cratera de cerca de dois andares de profundidade, disseram autoridades.

O presidente da Polônia foi ainda mais enfático. Duda disse que há provas de crimes de guerra praticados pelos russos e afirmou que a Rússia será responsabilizada.

Kamala disparou críticas ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, e indicou consequências econômicas para o país.

“Vai haver custo severo por essa agressão russa. Estamos vendo queda livre do rublo. A nota de crédito da Rússia agora é lixo”, assinalou ela, também citando a proibição imposta pelo presidente americano, Joe Biden, à compra do petróleo russo.

A vice-presidente ainda afirmou que está claro que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) é mais forte e a Rússia é mais fraca pelo que fez. Segundo ela, os EUA vão defender “cada centímetro do território da Otan”, pois os princípios da aliança militar ocidental estão em jogo.

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