Na ONU, Zelensky denuncia tortura de tropas russas e cobra punições

Líder ucraniano voltou a acusar o país liderado por Vladimir Putin de crimes de guerra e cobrou punições

atualizado 05/04/2022 12:06

Presidente ucraniano, Volodymir Zelensky, em meio à autoridades do governo e primeiros-ministros tcheco e polonês. Ele olha para o lado e usa traje esportivo em cor militar - Metrópoles Ukrainian Presidency / Handout/Anadolu Agency via Getty Images

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou formalmente a Rússia no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Na manhã desta terça-feira (5/4), o líder da Ucrânia afirmou que a cidade de Bucha, próxima à capital Kiev, é apenas um de muitos exemplos dos ataques que o país está sofrendo.

Segundo Zelensky, o Exército russo cometeu assassinatos e tentaram queimar os corpos. “Civis foram atingidos por tiros na cabeça após serem torturados. Mortos dentro de apartamentos e casas. Civis atropelados por tanques. Apenas por divertimento cortaram membros, mulheres foram estupradas e pessoas tiveram línguas cortadas”, detalhou.

“Crimes”

O presidente disse que o país tem provas concretas de supostos crimes de guerra cometidos pela Rússia. “Não havia um crime sequer que eles não haviam cometido”, concluiu. Ele acrescentou. “Precisamos garantir a punição daqueles que se consideram privilegiados e que podem se livrar de qualquer coisa”, frisou.

Zelensky subiu o tom contra o Conselho de Segurança e cobrou mais apoio. “A responsabilidade precisa ser atribuída. Onde está o Conselho de Segurança? Onde estão as suas garantias? Estão transformando o conselho em um local que se permite a morte”, reclamou.

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Zelensky citou outros conflitos, como os que ocorrerem na Síria e na Líbia, e cobrou mais responsabilidade do Conselho de Segurança.

“Lembro que o propósito da ONU é manter a paz e garantir que ela está sendo mantida”, ressaltou em tom de cobrança.

40 dias de guerra

A guerra na Ucrânia chega ao 40º dia nesta terça-feira. A invasão russa começou em 24 de fevereiro e desde então os bombardeios não pararam.

Cidades inteiras como Bucha e Mariupol foram dizimadas pelos ataques. Mais de4 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia por causa do conflito.

A União Europeia e os Estados Unidos alinham uma nova rodada de sanções econômicas contra a Rússia. A intenção é desmonetizar o governo de Vladimir Putin para que o Kremlin não tenha mais condições de financiar a guerra.

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