Massacre na Ucrânia: diplomatas russos são expulsos de países europeus

A medida é uma retaliação ao massacre na cidade de Bucha, na Ucrânia. O ataque tem sido atribuído a forças russas

atualizado 04/04/2022 15:42

civis executados nas ruas de Bucha Reprodução/Mykhailo Podolak

O governo francês expulsou 35 diplomatas russos do país. A medida é uma retaliação ao massacre na cidade de Bucha. O ataque tem sido atribuído a forças russas pelo governo ucraniano.

A Lituânia seguiu os dois países e também expulsou o embaixador russo. O governo lituano ainda chamou o seu embaixador em Moscou de volta. As movimentações político-diplomáticas ocorreram nesta segunda-feira (4/4).

Antes, a Alemanha já havia anunciado que determinou a expulsão de 40 diplomatas russos residentes no país. A União Europeia abriu um inquérito para apurar o caso. Os Estados Unidos criticaram o suposto massacre, mas não formalizaram sanções.

Em gravações divulgadas nesse domingo (3/4), é possível ver cenas fortes da tragédia na cidade. As imagens mostram ao menos 20 cadáveres no chão e em valas comuns.

O episódio foi fortemente repudiado pelo presidente da Ucrânia,  Volodymyr Zelensky, que classificou o ataque como “genocídio”. Ele esteve na cidade nesta segunda (4/4).

“Estes são crimes de guerra e serão reconhecidos pelo mundo como genocídio”, afirmou.

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O líder ucraniano chamou as forças russas de “carniceiras, estupradoras e saqueadoras” e pediu mais sanções contra o inimigo.

Haia

O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Dmytro Kuleba, pediu ao Tribunal Penal Internacional, em Haia, na Holanda, que investigue o caso.

“Enviem suas missões a Bucha e a outras cidades libertadas, em cooperação com as agências policiais ucranianas, para coletar todas as evidências desses crimes de guerra”, afirmou em entrevista a uma rádio do Reino Unido.

Rússia nega

O governo russo nega que tenha feito o ataque. O Kremlin pediu uma análise oficial do que chamou de “provocação” ucraniana.

Alexander Bastrykin, chefe do Comitê de Investigação da Rússia, determinou a abertura de um inquérito para apurar se a Ucrânia espalhou “informações deliberadamente falsas” sobre as forças armadas russas, segundo um comunicado do comitê.

A Rússia alega que as imagens do massacre foram encenadas e editadas pelos Estados Unidos e pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Os russos convocaram uma reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir o que chamou de “provocações odiosas” da Ucrânia.

 

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