Multidão ataca hospital para reaver corpo de padre que morreu de ebola

Os enterros de vítimas do vírus ebola precisa ser reservado, pois o corpo continua altamente contagioso, mesmo após a morte

atualizado

metropoles.com

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Michel Lunanga/Getty Images
Profissional de saúde passa por desinfecção ao trabalhar contra o ebola
1 de 1 Profissional de saúde passa por desinfecção ao trabalhar contra o ebola - Foto: Michel Lunanga/Getty Images

Um grupo de jovens teria atacado pelo menos quatro vezes, na noite desse domingo (24/5), um hospital na República Democrática do Congo. O objetivo seria reaver dois corpos de vítimas do vírus ebola para suas famílias.

A polícia local precisou disparar tiros para o ar para dispersar a multidão enfurecida, segundo a mídia internacional, no Hospital Geral de Mongwalu. Um dos corpos é de um padre, líder religioso conhecido na comunidade local.

Voluntários da Cruz Vermelha estão fazendo enterros seguros sob proteção policial para impedir a propagação do vírus. Mesmo assim, três deles morreram com o vírus. Ritos funerários tradicionais representam grande parte das transmissões.

O corpo de uma vítima do vírus ebola é altamente contagioso, pois o micro-organismo continua vivo e se multiplica nos tecidos e fluidos corporais. A contaminação ocorre pelo contato direto com o sangue, secreções ou pele lesionada.

Números aumentam

O número de casos suspeitos de ebola no leste da República Democrática do Congo (RDC) ultrapassou 900, informou nesse domingo (24/5) o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. Desses, 101 foram confirmados.

No sábado, o Ministério da Saúde congolês havia reportado 204 mortes entre 867 casos suspeitos. Na sexta-feira, a OMS elevou o risco de disseminação nacional do vírus no país para o nível “muito alto”. Para a região, o risco é considerado “alto” e, globalmente, “baixo”.

O vírus já ultrapassou as fronteiras da RDC. Na vizinha Uganda, o número de casos confirmados subiu para cinco no fim de semana.  

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (Africa CDC) alertou que outros países do continente correm o risco de sofrer um surto, como Angola, Burundi, República Centro-Africana, Etiópia, Quénia, Ruanda, Sudão do Sul, Tanzânia e Zâmbia.

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