Surto no Congo: entenda o que o vírus do ebola causa no corpo

A doença pelo vírus do ebola é considerada grave porque afeta diferentes órgãos do corpo. Entenda como

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Maciej Frolow/Getty Images
Vírus Ebola, ilustração digital. Metrópoles
1 de 1 Vírus Ebola, ilustração digital. Metrópoles - Foto: Maciej Frolow/Getty Images

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública internacional após a identificação de um surto de ebola na República Democrática do Congo. Até agora, são cerca de 500 casos suspeitos e 131 mortes, além de registros em países vizinhos, como Uganda.

Mesmo com o risco global considerado baixo, o cenário preocupa pela dificuldade de controle. O vírus circulou por semanas sem ser detectado em uma região com conflitos e limitações no acesso à saúde, o que dificulta o diagnóstico e o isolamento de casos.

O surto atual está ligado à variante Bundibugyo, menos frequente e ainda pouco estudada. O subtipo já havia sido identificado em surtos anteriores, em 2007 e 2012, e segue sem vacinas ou tratamentos disponíveis.

A doença pelo vírus do ebola é considerada grave porque afeta diferentes órgãos do corpo. Segundo a OMS, o vírus atinge inicialmente células do sistema imunológico e depois pode se espalhar para o fígado, rins e outros tecidos.

Como o vírus ebola age no organismo?

Os primeiros sinais costumam surgir entre dois e 21 dias após a infecção. De acordo com o Ministério da Saúde, a maioria dos casos apresenta sintomas entre cinco e dez dias. Nesse início, o quadro pode ser confundido com uma gripe mais forte, com febre repentina, cansaço intenso, dor muscular e dor de cabeça.

Com a progressão, o organismo passa a apresentar sinais mais graves. Podem surgir vômitos, diarreia, lesões na pele e alterações no funcionamento do fígado e dos rins. Em alguns casos, há problemas de coagulação e sangramentos internos ou externos.

A resposta do corpo à infecção também pode agravar o quadro. O vírus desencadeia uma reação inflamatória intensa, que compromete funções essenciais e pode levar à falência de órgãos. Nos casos mais severos, há risco de choque e morte.

Apesar da imagem frequentemente associada à doença, nem todos os pacientes apresentam hemorragias. Ainda assim, se trata de uma infecção com alta taxa de mortalidade.

A transmissão ocorre por contato direto com sangue, secreções ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas. O contágio também pode acontecer por meio de objetos contaminados. Os pacientes só transmitem o vírus após o início dos sintomas.

Morcegos frugívoros são considerados os principais reservatórios naturais do vírus. A infecção em humanos pode acontecer a partir do contato com animais contaminados.

Sem medicamentos específicos aprovados para a variante atual, o tratamento se baseia em suporte clínico, com hidratação, controle da dor e acompanhamento constante. A identificação precoce é um dos fatores que aumentam as chances de sobrevivência.

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