Surto de Ebola no leste do Congo já registra 131 mortes

Surto cresce no leste do país, com mais de 500 casos suspeitos e preocupação da OMS com a velocidade de disseminação

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução DW
Vírus ebola - Metrópoles
1 de 1 Vírus ebola - Metrópoles - Foto: Reprodução DW

O número de mortes relacionadas ao surto de Ebola no leste da República Democrática do Congo (RDC) chegou a 131, segundo dados divulgados por autoridades de saúde. A alta ocorreu após o registro de 26 óbitos suspeitos em apenas 24 horas, indicando a rápida evolução da doença na região.

Ao todo, já são mais de 500 casos suspeitos e ao menos 33 confirmações laboratoriais no país. Fora das fronteiras congolesas, dois casos também foram confirmados em Uganda, o que reforça a atenção internacional sobre o avanço do vírus.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o surto como uma emergência de saúde pública de interesse internacional. O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou estar preocupado com a escala e a velocidade da disseminação, especialmente por envolver áreas urbanas e profissionais de saúde.

O atual cenário preocupa ainda mais porque o vírus circulou por semanas sem ser detectado em uma região marcada por conflitos armados e dificuldades de acesso, o que dificulta ações de vigilância, diagnóstico e isolamento de casos.

Outro ponto que chama atenção é o histórico recente do país. Entre 2018 e 2020, o leste do Congo enfrentou um dos surtos mais graves já registrados, com cerca de 2.300 mortes. A repetição de episódios desse tipo levanta dúvidas sobre a capacidade de resposta diante de novas emergências.

Cepa rara e desafios no controle

O surto atual é causado pela variante Bundibugyo do vírus Ebola, considerada menos conhecida e com menos ferramentas disponíveis para controle. A cepa já havia sido registrada em poucos episódios anteriores e apresenta uma taxa de mortalidade estimada em torno de 30%.

A menor familiaridade com a variante dificulta o diagnóstico inicial e o cuidado clínico. Além disso, não há vacinas ou tratamentos específicos aprovados para esse subtipo, o que limita as estratégias de contenção.

Mesmo com a gravidade do cenário, a OMS orienta que países não fechem fronteiras. A avaliação é de que restrições desse tipo podem incentivar travessias informais, sem controle sanitário, o que poderia favorecer ainda mais a disseminação da doença.

O foco, segundo a organização, deve estar em medidas de vigilância, identificação rápida de casos e acompanhamento de contatos, além de reforço nos sistemas de saúde locais.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSaúde

Você quer ficar por dentro das notícias de saúde mais importantes e receber notificações em tempo real?