Mulher de Ramagem após ordem para trabalhar presencial: “Perseguição”. Vídeo
Procuradora do Estado de Roraima, Rebeca Ramagem está nos Estados Unidos desde setembro
atualizado
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A procuradora do Estado de Roraima Rebeca Ramagem, esposa do ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e condenado pela trama golpista Alexandre Ramagem, classificou como “perseguição política” a ordem de retorno ao trabalho presencial determinada pelo governo estadual. Ela está nos Estados Unidos com a família desde setembro. Confira:
Em vídeo publicado nas redes sociais, Rebeca afirma que sistemas judiciais, protocolos, audiências, despachos e reuniões ocorrem virtualmente e que não haveria justificativa técnica ou operacional para exigir sua presença física.
“Exerço minhas funções dessa forma desde 2016, sem qualquer prejuízo ao serviço público. Além disso, aproximadamente um terço dos procuradores do Estado atuam em regime de teletrabalho. Ou seja, o modelo é aceito, regulamentado e disponível a quem desejar, menos para mim”, disse. “Trata-se de mais um ato arbitrário que reforça de forma inequívoca o cenário de perseguição política.”
A procuradora está nos EUA há cinco meses com o marido, considerado foragido da Justiça brasileira. Ramagem foi condenado a 16 anos e um mês de prisão por tentativa de golpe de Estado.
No último mês, ela solicitou licença médica de 60 dias, a partir de 22 de dezembro. O afastamento, segundo a defesa, foi motivado por “impactos reais, concretos, emocionais e psicológicos” relacionados à situação vivida pela família. Antes disso, estava de férias desde novembro.
Paralelamente, Rebeca tenta reverter no Supremo Tribunal Federal (STF) o bloqueio de suas contas bancárias. Em mandado de segurança apresentado ao ministro André Mendonça, ela afirma não ter sido previamente notificada da decisão e sustenta que a medida impediu o recebimento do salário. A defesa alega que a ordem gerou “insegurança alimentar” para ela e as duas filhas, de 14 e 7 anos.
Ramagem foragido
O deputado federal licenciado Alexandre Ramagem passou a ser considerado foragido após deixar o Brasil em setembro de 2025. O STF determinou sua prisão no âmbito das investigações sobre a tentativa de golpe após as eleições de 2022.
Ele foi condenado pela Corte por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.
Em dezembro de 2025, a Câmara dos Deputados declarou a perda de seu mandato parlamentar após a condenação. A defesa sustenta que há irregularidades no processo e classifica as decisões como perseguição política
