Milhares estão nas ruas de Bagdá para velório de general iraniano

O líder iraniano foi morto em um ataque dos Estados Unidos a um aeroporto da capital do Iraque

atualizado 06/01/2020 19:20

NASSER NASSER/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Desde as primeiras horas da manhã deste sábado (04/01/2020), milhares de pessoas se reúnem em Bagdá para participar da procissão fúnebre do general Qassim Suleimani. O líder iraniano foi morto em um ataque dos Estados Unidos a um aeroporto da capital do Iraque, nessa quinta-feira (02/01/2020).

Muitos vestem roupas pretas e carregam bandeiras iraquianas, além de outras milícias apoiadas pelo país. Aos gritos de “Morte à América”, a multidão queima bandeiras norte-americanas.

Os participantes da procissão caminham para a Zona Verde, um bairro com proteção reforçada em Bagdá onde está localizada a embaixada dos Estados Unidos, e o local escolhido para o velório. Entre eles, está o primeiro-ministro iraquiano, Adel Abdul Mahdi.

Nessa sexta-feira (03/01/2020), o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, fez o primeiro pronunciamento oficial após o ataque que matou Suleimani. Como havia feito pelo Twitter, ele voltou a dizer que o militar planejava atentados contra cidadãos americanos e que ele devia estar morto “anos atrás”.

“Nós agimos ontem para parar uma guerra. Não agimos para começar uma guerra. Nos confortamos em saber que o reino do terror de Suleimani chegou ao fim”, declarou o presidente.

Trump também afirmou que os EUA estão prontos para tomar “qualquer ação necessária” contra o Irã.

Entenda
conflito entre EUA e Irã se acirrou após a morte do comandante das Forças Quds, uma unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã, o general Quassim Suleimani, em um bombardeiro no Aeroporto Internacional de Bagdá. O presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou que a morte foi ordenada por ele.

Em meio às revelações, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e o presidente iraniano, Hassan Rouhani, falaram em vingança.

O governo americano diz que matou Suleimani porque ele “estava desenvolvendo ativamente planos para atacar diplomatas americanos e membros do serviço no Iraque e em toda a região”.

A morte de Suleimani marca uma forte escalada no impasse entre Washington e Teerã, que passou por diversas crises desde que o presidente Donald Trump se retirou do acordo nuclear de 2015 e impôs sanções ao país persa.

O assassinato, e uma eventual retaliação do Irã, podem acender um conflito que envolve toda a região, colocando em risco as tropas americanas no Iraque, na Síria e em demais territórios.

(Com informações da Agência Estado)

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