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Os 12 adolescentes e um adulto presos em uma caverna do norte da Tailândia há duas semanas conseguiram conversar com seus familiares por cartas, onde compartilharam uma mensagem comum: “Estamos bem”. Equipes de elite da Marinha tailandesa publicaram, neste sábado (7/7), as mensagens em seu perfil do Facebook. As cartas foram retiradas da caverna por túneis subterrâneos parcialmente inundados.

“Não se preocupe comigo, eu sinto falta de todos vocês, eu te amo, estou bem aqui, meus irmãos, os fuzileiros navais estão cuidando de mim”, escreve Mik. “Estou bem, só um pouco de frio, mas não se preocupe comigo, não se esqueça da minha festa de aniversário”, pediu Night.

O grupo – composto por 12 adolescentes entre 11 e 16 anos e um adulto de 26 – foi localizado na noite da última segunda-feira (2), em uma ilha de terra firme a cerca de quatro quilômetros dentro da caverna, após nove dias de intensa busca onde participaram mais de 1.300 pessoas.

Os militares, entre eles um médico e um psicólogo, cuidam dos garotos com suplementos energéticos e vitaminas. Apesar de visivelmente magros, estão em bom estado de saúde.

“Mamãe, papai, eu amo vocês e o meu irmãozinho também. Se sair, por favor, me leve para um churrasco”, pede Night, aos seus parentes.

Reprodução/Facebook Marinha da Tailândia

Trecho de uma das cartas

 

Graças à ingestão de suplementos vitamínicos, o grupo recupera pouco a pouco as forças para a segunda fase: a saída da caverna localizada no parque natural Tham Luang-Khun Nam Nang Non.

“Todos os meninos estão bem. A equipe de resgate está cuidando de nós. Prometo que também cuidarei deles o melhor que puder. Obrigado pelo apoio e por favor aceitem minhas desculpas”, disse Ekapol Chanthawong, treinador do time de futebol, que está preso com os adolescentes.

As autoridades estão considerando duas opções para a saída do grupo: mergulhar pelas passagens inundadas ou encontrar um buraco na montanha por onde poderiam ser retirados com ajuda de um helicóptero. Para isso, os jovens e o técnico começaram um treino intensivo para aprender a mergulhar, uma opção de alto risco, mas que segundo os especialistas continua sendo a mais provável.

Enquanto isso, os militares rastreiam o terreno da montanha na busca de uma fissura ou chaminé que acesse a área onde estão os adolescentes.

Na última quinta (5), um mergulhador – de 38 anos – antigo membro da marinha tailandesa, acabou morrendo quando estava mergulhando após completar uma missão de abastecimento. O falecimento do experiente mergulhador serve de exemplo, segundo as autoridades, sobre a dificuldade das tarefas de resgate que as equipes enfrentam.