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Medicos Sem Fronteiras amplia presença no Oriente Médio após escalada

Organização adapta operações e alerta para crise humanitária na região após escalada do conflito

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1 de 1 Foto colorida de membro do Médicos Sem Fronteiras no Oriente Médio - Metrópoles - Foto: Divulgação/ Sebastian Bolesch

A organização humanitária internacional Médico Sem Fronteiras (MSF) informou, na tarde desta quinta-feira (5/3), que amplia e adapta suas atividades no Oriente Médio após a escalada do conflito na região. A intensificação das tensões ocorre desde os ataques das forças americanas e israelenses contra o Irã, no último sábado (28/2), seguidos por ações de retaliação de Teerã em diferentes países.

Segundo o MSF, os bombardeios têm atingido cidades e vilarejos, muitas vezes em áreas densamente povoadas, o que aumenta o número de vítimas e amplia o clima de medo entre milhões de civis.

A organização afirma estar alarmada com o aumento da violência. “O MSF pede a proteção de civis, hospitais, unidades de saúde e outras infraestruturas essenciais”, comunica a nota.

“Os últimos ataques e as ordens de evacuação para quase todo o sul do Líbano estão forçando ainda mais pessoas a fugir. E não há nenhum lugar seguro para onde ir”, alerta Francesca Quinto, coordenadora de projetos do MSF.

Segundo a ONG de direitos humanos Hrana, Mais de 1 mil civis foram mortos no Irã desde o início da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel.

Atuação no Irã

Atualmente, o Irã recebe três projetos de assistência médica voltados a populações em situação de vulnerabilidade mantidos pela organização.

Antes da escalada militar iniciada em 28 de fevereiro, as equipes realizavam cerca de 6 mil consultas médicas por mês, além de oferecer cuidados obstétricos, triagem e tratamento de doenças infecciosas e apoio em saúde mental.

Mesmo com os ataques aéreos e as dificuldades nas comunicações, parte das atividades continua em funcionamento. Apesar disso, uma das clínicas da organização, em Teerã, está temporariamente fechada devido aos bombardeios intensos. Unidades em Mashhad e Kerman seguem abertas, operando com equipes reduzidas.

Os profissionais mantêm contato com autoridades locais para ampliar o apoio emergencial relacionado ao conflito, incluindo a possibilidade de manter clínicas abertas 24 horas por dia e reforçar o sistema de saúde.

Apoio a deslocados no Líbano

Após os ataques coordenados de Israel e Estados Unidos contra o Irã, o Líbano voltou a ser arrastado para a guerra.

O grupo armado Hezbollah lançou ataques contra o território israelense em resposta ao conflito e, desde então, as Forças de Defesa de Israel (FDI) iniciaram operações contra o grupo.

Milhares de pessoas foram deslocadas após ordens de evacuação que abrangem os subúrbios do sul de Beirute e grande parte do sul do país.

“A escalada do conflito ocorre após 15 meses de um ‘acordo de cessar-fogo’ que nunca trouxe segurança real para a população libanesa”, afirma Francesca Quinto. “Os últimos ataques e as ordens de evacuação estão forçando ainda mais pessoas a fugir. E não há nenhum lugar seguro para onde ir.”

As equipes do Médico Sem Fronteiras no Líbano também adaptaram suas operações. Nessa quarta-feira (4/3), uma clínica móvel da organização passou a oferecer consultas médicas e primeiros socorros psicológicos em Saida, no sul do país, onde abrigos estão superlotados.

A entidade também começou a fornecer água potável para abrigos em Beirute e realiza avaliações para ampliar o número de clínicas móveis e o envio de suprimentos médicos para a região.

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