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O que se sabe sobre ataques dos EUA ao Irã que elevaram tensão mundial

Crescente Vermelho contabiliza 201 mortos e 747 feridos. Residência de Khamenei foi atingida, mas Irã nega morte do líder

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Imagem colorida mostra explosões em Manama, no Bahrein, após ataque do Irã na 5ª Frota da Marinha dos EUA - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra explosões em Manama, no Bahrein, após ataque do Irã na 5ª Frota da Marinha dos EUA - Metrópoles - Foto: Stringer/Anadolu via Getty Images

O mundo voltou os olhos ao Oriente Médio neste sábado (28/2) depois do ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. No início da noite, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a morte do líder supremo do país, Ali Khamenei, nas redes sociais. O Irã ainda não confirmou a morte.

O indícios de uma possível investida ganharam força após os EUA esvaziarem suas embaixadas no país, o que acabou se confirmando horas depois. Em um primeiro momento, o ministro da Defesa de Israel afirmou que a ação tinha como objetivo “eliminar ameaças” e denominou a ofensiva de “Operação Fúria Épica”.

Trump, disse que o ataque teve como objetivo acabar com ameaças aos norte-americanos, que seriam as armas nucleares supostamente em posse do Irã. Em resposta, o regime iraniano atacou bases americanas no Oriente Médio.

O que se sabe até aqui

  • A mídia iraniana divulgou que o ataque deixou 201 pessoas mortas e 747  feridas no país. As ofensivas começaram na madrugada de sábado (28/2).
  • Imagens divulgadas e exibidas pelo Metrópoles mostram que a residência de Khamenei foi atingida pelos bombardeios. O complexo residencial é utilizado para receber autoridades de alto escalão na capital, Teerã.
  • O governo iraniano também informou que 24 das 31 províncias foram atingidas e prometeu reagir, inclusive com a ameaça de “aniquilar” as forças armadas dos EUA.
  • O presidente americano, Donald Trump, acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e afirmou que os Estados Unidos “não aguentam mais”.
  • O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, morreram nos ataques.
  • Irã afirmou ter atingido 14 bases militares dos EUA na região, incluindo nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita. Jordânia e Iraque também foram mencionados entre os países afetados.
  • Uma pessoa morreu após ser atingida por destroços em uma área residencial de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Segundo ataque dos EUA ao Irã em menos de um ano

O último ataque registrado dos EUA e de Israel contra o Irã havia ocorrido em junho do ano passado.  A nova ofensiva ocorre após o fim das negociações entre EUA e Irã na sexta-feira (27/2), quando não houve avanço para o desmantelamento do programa nuclear iraniano.

Na ocasião, Trump afirmou que “não estava feliz” com o progresso das conversas, que teriam nova rodada na semana seguinte — agora, não há indicativos de retomada do diálogo.

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