Mauro Vieira chega ao Canadá para o G7 e pode ter reunião com Rubio

Chanceler brasileiro participa de encontro em Toronto e pode encontrar com Marco Rubio para negociar tarifaço

atualizado

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Hugo Barreto/Metrópoles e Divulgação Redes Sociais
mauro vieira e marco rubio
1 de 1 mauro vieira e marco rubio - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles e Divulgação Redes Sociais

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, desembarcou em Toronto, no Canadá, por volta das 15h50 dessa segunda-feira (10/11) — no horário de Brasília —, para participar do encontro do G7, o grupo dos sete países mais desenvolvidos.

O chanceler brasileiro espera ter uma reunião bilateral com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para negociar o tarifaço contra produtos brasileiros. No entanto, até a última atualização desta reportagem, o encontro não havia sido confirmado.

Vieira participa do encontro de chanceleres do G7 e convidados (como o Brasil), que será realizado nos dias 11 e 12 de novembro. O ministro partiu de Santa Marta, na Colômbia, na manhã de segunda-feira, após participar da cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos (Celac).

Na última quarta-feira (5/11), durante agenda em Belém, Vieira falou sobre a viagem ao Canadá e destacou a expectativa do encontro com o secretário norte-americano.

“As negociações continuam, seguem, têm havido reuniões virtuais de equipes técnicas e continuará acontecendo. E eu estarei na próxima semana em uma reunião do G7 no Canadá, onde estará também o secretário de Estado e eu continuarei mantendo os contatos que tenho tido regularmente com ele”, afirmou.

Trump, tarifas e o Brasil

  • Trump tem ameaçado o mundo com a imposição de tarifas comerciais, desde o início do mandato, e tem dado atenção especial ao grupo do Brics — Brasil.
  • O presidente norte-americano chegou a ameaçar taxas de 100% aos países-membros do bloco que não se curvarem aos “interesses comerciais dos EUA”.
  • Após sair em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Trump ameaçou aumentar as tarifas sobre exportações brasileiras.
  • O líder norte-americano alegou que o Brasil não está “sendo bom” para os EUA.
  • A taxa de 50% imposta por Trump entrou em vigor em 1º de agosto e é cobrada separadamente de tarifas setoriais, como as que já atingem o aço e alumínio brasileiros.
  • Em abril deste ano, o Brasil já havia sido atingido pelo tarifaço de Trump e teve os produtos taxados em 10%, inicialmente.

 Negociação do tarifaço

Em 16 de outubro, Vieira e Rubio tiveram uma reunião na Casa Branca, em Washington, para discutir o tarifaço. De acordo com o chanceler brasileiro, a conversa ocorreu em um “clima excelente de descontração” e foi produtiva.

Na reunião, o chanceler reiterou a posição brasileira, que pede a “reversão das medidas adotadas pelo governo norte-americano a partir de julho”.

Duas semanas depois, as conversas avançaram após um encontro entre Lula e Trump na Malásia. Ao final da primeira reunião bilateral entre os presidentes do Brasil e dos EUA, ficou acordado que o governo brasileiro enviaria uma comitiva a Washington o quanto antes, para tratar sobre o tarifaço.

A expectativa é que a viagem fosse realizada ainda na primeira semana de novembro, o que não ocorreu.

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