Martelo dos Deuses: EUA anuncia sistema que deixa inimigos "às cegas"
O uso desses tipos de projéteis aéreos está cada vez mais constante em conflitos armados mundiais e os EUA tenta impedir seu avanço

O Exército dos Estados Unidos anunciou que realizou um teste bem-sucedido de um novo sistema de segurança capaz de neutralizar armas e enganar a precisão dos projéteis inimigos, fazendo com que errem os alvos.
Chamado de “Martelo dos Deuses”, o dispositivo portátil de interferência interrompe os equipamentos de navegação e comunicação usados por drones e mísseis inimigos. Com isso, ele bloqueia os sinais de posicionamento, navegação e temporização, o que faz com que os dispositivos voem às cegas.
O sistema faz parte do Project Convergence Capstone 6* (PC-C6), que reúne o Exército, a Marinha e a Força Espacial dos EUA.
De acordo com o Exército, para garantir que a comunicação dos aliados não seja afetada pelo sistema, ele tem uma rede de contato própria, que garante sinal mesmo em ambientes hostis, como no resgate recente de um militar norte-americano no Irã.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO teste de uso marítimo foi feito no início deste mês, na costa oeste norte-americana, após dois anos de testes de variantes do sistema em meio terrestre.
“O Hammer of the Gods é um emissor que oferece um conjunto ampliado de capacidades operacionais e de comando e controle (C2) em uma plataforma de guerra eletrônica de fácil mobilidade e baixa assinatura eletromagnética, proporcionando efeitos multidomínio na linha de frente das operações”, informou o Serviço de Distribuição de Informação Visual de Defesa dos Estados Unidos (DVIDS, na sigla em inglês).
A tentativa demonstrou que o Martelo dos Deuses pode ser implantado, operado e recuperado em um ambiente marítimo real.
“Os efeitos de contra-PNT aumentam a letalidade ao afetar a base para o direcionamento preciso por meio de artilharia de longo alcance, mísseis guiados e munições de cruzeiro”, disse o tenente-coronel Darrin Hall, chefe de modelagem, simulação e integração das Forças Espaciais dos EUA no Pacífico ao Washington Times.
“Sem dados de PNT, a precisão das armas modernas cai drasticamente, resultando em missões atrasadas, objetivos não atingidos ou graves danos colaterais”, concluiu.



