Ataques dos EUA e Arábia Saudita matam 20 combatentes de grupo pró-Irã
Segundo o Exército norte-americano, os ataques foram em retaliação a bombardeios contra instalações sauditas

Os ataques dos Estados Unidos e da Arábia Saudita que atingiram o Iraque nessa terça-feira (28/7) mataram 20 combatentes da Forças de Mobilização Popular do Iraque e deixaram outras 32 pessoas feridas, informou o grupo paramilitar iraquiano.
O Comando Central do Exército dos EUA (Centcom) informou que alvejou “terroristas alinhados ao Irã que foram instruídos pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) a atacar as forças dos EUA e a infraestrutura de energia saudita”.
A guerra no Oriente Médio tem se expandido a uma nova frente com o conflito entre os Houthis do Iêmen e a Arábia Saudita, e agora envolve também a milícia iraquiana.
Nessa segunda-feira (27/7), a Arábia Saudita sofreu ataques aéreos dos Houthis e do grupo paramilitar do Iraque, que atingiram instalações petrolíferas do reino.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Aeronaves de caça dos EUA e da Arábia Saudita atingiram múltiplos locais de logística e de armas de terroristas no leste do Iraque, em uma resposta firme a mais de 30 ataques com drones aéreos direcionados pelo IRGC nas últimas 72 horas”, informou o Centcom.
Estes grupos armados islâmicos fazem parte do “Eixo da Resistência” do Oriente Médio, uma aliança informal de milícias liderada pelo Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), que também integra o Hamas, da Palestina, e o Hezbollah, do Líbano.
Trata-se do primeira grande ação militar no Oriente Médio desde que os EUA suspendeu ataques, após 13 dias de bombardeios consecutivos contra o território iraniano.
Presidente iraquiano repudia ataques
O presidente do Iraque, Nizar Amedi, repudiou os ataques contra o território iraquiano e os classificou como “inaceitáveis”.
“Considero isso uma agressão inaceitável, uma violação flagrante da soberania do Iraque e um ataque às suas instituições de segurança oficiais, contrariando as normas do direito internacional e a Carta das Nações Unidas”, disse.
Amedi, por outro lado, também afirmou ser contrário a ataques partindo do Iraque contra outros países. “Reiteramos nossa posição firme contra o uso do território iraquiano como ponto de partida ou arena para ataques contra países vizinhos ou para o acerto de contas regionais e internacionais”, afirmou o presidente.



