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Mundo

Arábia Saudita intercepta drones do Iraque e sofre ataque dos Houthis

Ataques vindos do Irã e dos Houthis tinham instalações petrolíferas da Arábia Saudita como alvos principais

27/07/2026 15:12
Leon Neal/Getty Images
Foto colorida de homem pardo com vestes mulçumanas. Ele está sentado e com garrafas na cor verde à frente - Metrópoles

Enquanto os sistemas de defesa aérea da Arábia Saudita interceptavam drones lançados a partir do Iraque, novos ataques dos Houthis atingiram instalações petrolíferas do país. Segundo o porta-voz do Ministério da Defesa saudita, brigadeiro-general Turki al-Malki, a ofensiva aconteceu nesta segunda-feira (27/7).

Os ataques vindos do território iraquiano, informou o militar, visavam instalações petrolíferas no leste do país e na capital, Riade.

“O porta-voz oficial do Ministério da Defesa, o brigadeiro-general Turki al-Malki, afirmou que as defesas aéreas interceptaram e destruíram vários drones nas últimas horas, que tentaram atingir instalações petrolíferas nas regiões leste e de Riade”, disse um trecho do comunicado saudita.

De acordo com al-Malki, os veículos não-tripulados teriam sido lançados por grupo que operam no Iraque com o apoio do Irã. Os mesmos que, meses atrás, se juntaram aos ataques retaliatórios iranianos contra instalações dos Estados Unidos na região do Golfo. 

Até o momento nenhum grupo iraquiano reivindicou a investida.

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Minutos depois, o porta-voz dos Houthis, Yahya Saree, anunciou que a organização que controla o norte do Iêmen atingiu “pontos estratégicos relacionados ao fornecimento e transporte de petróleo bruto da Arábia Saudita”.

A operação, explicou, seria uma resposta a uma recente invasão de drones sauditas no espaço aéreo iemenita.

Tensão entre Arábia Saudita e Houthis

Há mais de duas semanas a Arábia Saudita e os Houthis entraram em rota de colisão novamente, após uma relativa tranquilidade devido a um cessar-fogo mediado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2022.

A tensão surgiu após o grupo iemenita tomar o controle de cerca de 28% do território do Iêmen em 2014, quando se aproveitou da instabilidade política para avançar.

Os sauditas, por sua vez, prestaram apoio ao governo iemenita, alinhado aos interesses de Riade. Em 2015, a Arábia Saudita criou uma coalizão militar para combater os Houthis, que lutou por cerca de oito anos até a trégua costurada pela ONU. 

A volta das hostilidades surgiu após acusações de ataques contra o Aeroporto Internacional de Sanaa, localizado na capital iemenita controlada pelos Houthis. Em resposta, o grupo lançou mísseis e drones contra pontos na Arábia Saudita, visando principalmente instalações petrolíferas.

Além disso, a organização iemenita bloqueou uma importante via marítima que vinha auxiliando o escoamento do petróleo saudita depois do fechamento do Estreito de Ormuz: o Estreito de Bab el-Mandeb, que funciona como uma porta de entrada no Mar Vermelho.

Forças sauditas também iniciaram operações contra posições do grupo. A manutenção do cessar-fogo segue ameaçada.

Os combates já são considerados uma nova frente na guerra entre EUA, Israel e Irã. Isso porque a Arábia Saudita foi um dos países que sofreu com ataques iranianos, que aconteciam a cada novo bombardeio norte-americano no território do país persa.

Além disso, os Houthis fazem parte do chamado Eixo da Resistência, composto por países e grupos paramilitares que operam sob o escudo de Teerã.