Mariana: vítimas pedem indenização de R$ 250 bilhões a tribunal inglês

Julgamento que vai definir o valor da indenização para empresa australiana está previsto para o segundo semestre de 2026

atualizado

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Foto de vítimas da tragédia do rompimento da barragem de Mariana (MG) protestam em frente ao Tribunal Superior de Londres em 2024
1 de 1 Foto de vítimas da tragédia do rompimento da barragem de Mariana (MG) protestam em frente ao Tribunal Superior de Londres em 2024 - Foto: SOPA Images/Colaborador Getty Images

A Justiça britânica condenou, nesta sexta-feira (14/11), a mineradora australiana BHP como “parcialmente culpada” pela tragédia do rompimento da barragem de Mariana (MG), em 2015. As vítimas pedem no Tribunal Superior de Justiça de Londres indenização de R$ 251 bilhões (38 bilhões de libras).

Um novo julgamento na Justiça da Inglaterra vai definir o valor da indenização, previsto para o segundo semestre de 2026.

A BHP mantinha duas sedes à época do rompimento, uma delas em Londres, o que possibilitou o julgamento no Reino Unido. A mineradora australiana detém 50% da Samarco, empresa responsável pela barragem. Os outros 50% pertencem à Vale S.A.

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Vítima da tragédia de Mariana mostra água contaminada do Rio Doce, em frente ao Tribunal Superior de Londres, em 2024
Vítimas da tragédia de Mariana protestam em frente ao Tribunal Superior de Justiça de Londres, em 2024
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Vítimas da tragédia de Mariana protestam em frente ao Tribunal Superior de Justiça de Londres, em 2024

Vítima da tragédia de Mariana mostra água contaminada do Rio Doce, em frente ao Tribunal Superior de Londres, em 2024
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Vítima da tragédia de Mariana mostra água contaminada do Rio Doce, em frente ao Tribunal Superior de Londres, em 2024

Peter Nicholls / Correspondente autônomo Getty Images

Tragédia de Mariana 

O rompimento da barragem de Fundão, em novembro de 2015, matou 19 pessoas e afetou mais de 600 mil moradores. Além disso, despejou toneladas de dejetos da mineração, contaminando o Rio Doce. Trata-se da maior tragédia ambiental da história do Brasil.

Mais de 50 milhões de metros cúbicos de material tóxico foram despejados em 41 cidades e três reservas indígenas – área equivalente a mais de 220 campos de futebol.

As vítimas do desastre recorreram à Justiça britânica por considerarem insuficientes os processos conduzidos no Brasil – 10 anos após o rompimento da barragem, ninguém foi responsabilizado criminalmente no país.

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