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"Mandato" sem poder de Juan Guaidó é "estendido" na Venezuela

Parlamentares venezuelanos cujo mandato oficial já acabou reconduziram Guaidó à presidência "encarregada". EUA ainda apoiam opositor

Raphael Veleda04/01/2022 22:06
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Igo Estrela/Metrópoles
Imagem colorida de Juan Guaidó, autodeclarado presidente da Venezuela

O Parlamento da Venezuela, que não é reconhecido pela ditadura de Nicolás Maduro, decidiu reconduzir o líder oposicionista Juan Guaidó ao cargo de “encarregado da Presidência”, que é reconhecido pelos Estados Unidos e por outros países que são críticos ao regime chavista, mas não dá poder na prática.

Guaidó está nesse cargo desde janeiro de 2019, mas não conseguiu desestabilizar o regime de Maduro e acabou perdendo o apoio de aliados importantes, como a União Europeia. Na noite dessa segunda-feira (3/1), seu nome foi aprovado pelos parlamentares para seguir nessa presidência sem poder até janeiro do ano que vem.

O problema de legitimidade de Guaidó é agravado pelo fato do mandato dos parlamentares que o “reelegeram”, além do seu próprio, já ter terminado. Os parlamentares foram eleitos em 2015 e deveriam seguir como representantes populares até janeiro do ano passado, mas seguem se reunindo como fórum oposicionista.

“O presidente da Assembleia Nacional atuará como encarregado da presidência com o propósito de defender a democracia e dirigir a proteção dos ativos do Estado no exterior”, informa comunicado emitido pelo Parlamento.

Em discurso postado em suas redes sociais, Guaidó disse: “Temos resistido como sociedade à ditadura e construído as bases que necessitamos para recuperar nossa democracia. Nosso objetivo segue intacto”.

A chancelaria norte-americana no país sul-americano reconheceu a recondução de Guaidó. Veja post do embaixador dos EUA no país: