Mãe ucraniana anota contatos nas costas da filha com medo de perdê-la

Elas são moradoras de Kiev, capital ucraniana. Vira, de 2 anos, e a mãe, uma artista daquele país, se refugiaram na França

atualizado 05/04/2022 12:19

Instagram/Reprodução

A artista Sasha Makoviy escreveu a próprio punho informações pessoais e de contato nas costa da filha Vira, de 2 anos, ao fugir da guerra. Elas são moradoras de Kiev, capital ucraniana.

“Escrevi com as mãos tremendo muito. Mas por que te contar? Você já sabe como é acordar com os sons ensurdecedores e poderosos de explosões que podem ser ouvidos por dezenas de quilômetros. Eu estava tremendo nas primeiras horas como você”, contou em um relato no Instagram.

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Sasha explica que a intenção foi uma tentativa de resgate, caso algo acontecesse na fuga. Agora, mãe e filha estão numa cidade do sul da França. Ela grafou o nome completo, contato dos avós e o endereço da família na capital.

Além de escrever nas costas, ela redigiu um bilhete com as mesmas informações. “Ainda não consigo tirar do bolso do macacão esse papel embaralhado da segunda foto. Embora, agora, estejamos onde é seguro”, relata.

Passados alguns dias da fuga, Sasha compartilhou novas imagens da menina. Elas receberam várias mensagens de apoio e ofertas de ajuda.

“Quero informar que Vira e eu estamos absolutamente seguros. Fomos para o exterior e estamos no sul da França🇫🇷. Fomos recebidos por voluntários, receberam moradia e foram totalmente atendidos”, compartilhou.

 

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Uma publicação compartilhada por Sasha Makoviy (@aleksandra.mako)

40 dias de guerra

A guerra na Ucrânia chega ao 40º dia nesta terça-feira (5/4). A invasão russa começou em 24 de fevereiro e, desde então, os bombardeios não pararam.

Cidades inteiras, como Bucha e Mariupol, foram dizimadas pelos ataques. Mais de quatro milhões de pessoas fugiram da Ucrânia por causa do conflito.

A União Europeia e os Estados Unidos alinham uma nova rodada de sanções econômicas contra a Rússia. A intenção é desmonetizar o governo de Vladimir Putin para que o Kremlin não tenha mais condições de financiar a guerra.

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