Lula quer discutir guerra da Ucrânia com Trump

O brasileiro sinalizou que retomará plano para colocar o Brasil como mediador do conflito, de olho em vaga no Conselho de Segurança da ONU

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em coletiva de imprensa na Malásia, sobre o encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump.
1 de 1 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em coletiva de imprensa na Malásia, sobre o encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump. - Foto: Augusto Tenório/Metrópoles

Kuala Lumpur –  O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou que pretende retomar a tentativa de colocar o Brasil como mediador na guerra entre a Ucrânia e a Rússia. A declaração foi dada na manhã desta segunda-feira (27/10) na Malásia, noite de domingo (26/10) no Brasil, na esteira do encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Qualquer dia vou dizer pra ele que a gente pode resolver essa guerra da Rússia e Ucrânia“, afirmou Lula em coletiva de imprensa com jornalistas do Brasil e de outros países. O presidente ficou entusiasmado com a receptividade de Trump após eles realizarem uma reunião bilateral durante a 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).

O plano de se colocar como mediador da guerra não é novo no governo Lula e tem como pano de fundo um desejo do Brasil para se tornar membro do Conselho de Segurança da ONU. O presidente tentou, desde que assumiu o terceiro mandato, encontrar uma solução para o conflito, que se arrasta desde 2022.

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Lula e Trump na Malásia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em reunião bilateral na Cúpula da Asean
Encontro entre Lula e Trump na Malásia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em coletiva de imprensa na Malásia, sobre o encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em coletiva de imprensa na Malásia, sobre o encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em reunião bilateral na Cúpula da Asean
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em reunião bilateral na Cúpula da Asean

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Encontro entre Lula e Trump na Malásia
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Encontro entre Lula e Trump na Malásia

Ricardo Stuckert / PR

Mas o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou em maio último que “perdeu a confiança” no Brasil pelo que considera posições mais favoráveis à Rússia.

O Brasil tem uma relação mais próxima com Moscou. Os países fazem parte do mesmo bloco, o Brics, e mantém negócios, inclusive na área de combustíveis. Para a Ucrânia, o que foi determinante para a exclusão do Brasil como possível mediador foi a presença de Lula, em Moscou, na celebração dos 80 anos da vitória da antiga União Soviética contra a Alemanha nazista, na 2ª Guerra Mundial.

Mas a aproximação com Trump pode render novos frutos. Washington é um dos principais fiadores da Ucrânia na guerra com a Rússia, inclusive alimentando Kiev com armamentos e financiamento para a guerra com Moscou. A Casa Branca tem dado sinais de que deseja encerrar o conflito diante da indisposição para continuar enviando dólares para fora.

Venezuela

Durante o encontro com Trump, o presidente Lula também se dispôs a mediar o conflito envolvendo os Estados Unidos e a Venezuela. Washington prepara uma incursão ao país latino-americano, alegando combate aos cartéis de tráfico de drogas internacional que abastecem esse mercado nos EUA.

“O presidente Lula levantou o tema, disse que a América Latina e a América do Sul, especificamente, é uma região de paz, e ele se prontificou a ser um contato, um interlocutor — como já foi no passado — com a Venezuela para se buscar soluções que sejam mutuamente aceitáveis”, informou o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, após o encontro entre os líderes.

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