Los Chone Killers: EUA classifica gangue do Equador como terrorista
Grupo Chone Killers foi incluído nas listas de organizações terroristas dos EUA, ao lado de grupos como PCC e CV

O governo dos Estados Unidos incluiu a organização criminosa equatoriana Los Chone Killers nas listas norte-americanas de grupos terroristas. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (1º/7) pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
O grupo foi classificado como Organização Terrorista Estrangeira (FTOs) e Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT). Recentemente as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) também foram incluídas nas duas listas.
Na prática, a medida tem o poder de afetar a organização criminosa, e afiliados, por vias econômicas como o bloqueio de bens.
Os Los Chone Killers foi fundada em meados de 2020, após se separarem da organização Los Choneros — que também é classificada como organização terrorista por Washington. Suas principais atividades são o tráfico de drogas.
De acordo com Rubio, o grupo equatoriano tem ajudado cartéis do México a traficar drogas para os EUA.
“Trabalhando com o presidente Daniel Noboa no Equador, continuaremos a fortalecer a nossa segurança regional e garantiremos que narcoterroristas não tenham lugar em nosso hemisfério”, disse o secretário de Estado dos EUA em um comunicado.
Noboa foi reeleito presidente do Equador no último ano, com a promessa de políticas dura contra o crime organizado no país.
Em 2025, o líder equatoriano buscou uma aliança com Erik Prince, empresário norte-americana do setor de segurança privada, para conter a violência do país. O ex-oficial da Marinha dos EUA ficou conhecido após fundar a empresa de mercenários Blackwater, que ganhou destaque em 2007 após combatentes da organização assassinarem 17 civis no Iraque.
No último ano, Noboa chegou a apresentar um projeto que mudaria a Constituição do país para a instalação de bases militares estrangeiras no país — proibidas desde 2008. A proposta, contudo, foi barrada por um referendo popular.
Ainda assim, o presidente do Equador deu carta branca para os forças norte-americanas agirem no país contra cartéis, e também aceitou receber militares dos EUA no país.


