Líbano busca a Síria após sugestão de Trump sobre o Hezbollah
Na última semana, Donald Trump criticou as ações de Israel no Líbano e sugeriu que a Síria passe a combater o Hezbollah

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, telefonou para o chanceler da Síria, Assad Hassan al-Shaibani, para discutir questões regionais e a cooperação entre os dois países.
O contato ocorreu nesta segunda-feira (22/6), dias após Donald Trump sugerir que forças sírias assumam o lugar de Israel no combate ao grupo Hezbollah.
Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e dos Expatriados da Síria informou que a conversa entre Salam e al-Shaibani foi focada, principalmente, “nas agressões israelenses em curso contra o sul do Líbano e as suas graves repercussões na paz regional”.
No último dia 16, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou sobre a Síria “cuidar” do Hezbollah, que opera no Líbano, em vez de Israel.
À época, o líder norte-americano criticou as ações das forças israelenses no país, que visam atingir o grupo xiita, mas também acabam afetando civis libaneses.
Apesar da fala do mandatário dos EUA, o presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, descartou qualquer tipo de ação militar contra o Hezbollah no Líbano.
Durante entrevista à Al-Mashhad TV, realizada no domingo (21/6), o líder sírio explicou que o país poderia atuar como um canal de comunicação entre as forças políticas no Líbano, incluindo o Hezbollah, assim como aumentar a cooperação entre os dois países.
Os ataques de Israel no Líbano têm sido um dos obstáculos nas negociações de paz entre EUA e Irã.
No memorando de entendimento divulgado pelos dois governos ficou estabelecido que as Forças de Defesa de Israel (FDI) devem se retirar do país e interromper as operações no território libanês.


