Líbano anuncia reunião com Israel para discutir cessar-fogo

Encontro deve ocorrer na terça-feira (14/4), sob mediação norte-americana, na sede do Departamento de Estado dos Estados Unidos

atualizado

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Capital do Líbano, Beirute, foi bombardeada por Israel
1 de 1 Capital do Líbano, Beirute, foi bombardeada por Israel - Foto: Reprodução/ONU

O governo do Líbano anunciou, na tarde desta sexta-feira (10/4), que Israel concordou em realizar uma reunião na próxima semana, na sede do Departamento de Estado dos Estados Unidos, para discutir o anúncio de um possível cessar-fogo na guerra, sob mediação americana.

O encontro foi marcado para terça-feira (14/4) e deve tratar também da definição de uma data para o início das negociações.

O anúncio foi feito por meio de comunicado da Presidência do Líbano. Segundo o texto, a reunião foi viabilizada após contatos diplomáticos recentes.

O primeiro diálogo direto ocorreu nesta sexta, por telefone, entre representantes libaneses e israelenses em Washington, com participação norte-americana.

A conversa ocorre após semanas de escalada entre Israel e forças alinhadas ao Irã no sul do Líbano, que ampliaram o conflito e transformaram a região em uma frente ativa de combate.

Trégua frágil

A reunião anunciada pelo Líbano acontece em meio a um cenário de trégua frágil e guerra ainda em curso no

Oriente Médio. Nos últimos dias, um cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos chegou a ser anunciado, com a expectativa de que o território libanês fosse incluído

Israel, entretanto, sustentou que o entendimento se limitava ao eixo direto com o Irã e manteve as operações militares contra o Hezbollah.

Horas após o anúncio, o exército israelense intensificou os ataques contra o Líbano, em uma das ofensivas mais letais do conflito recente, com centenas de mortos.

A continuidade dos bombardeios expôs o chamado “fator Líbano”: um ponto das negociações ainda sem consenso e onde os combates seguem ativos mesmo após a trégua.

Do lado iraniano, autoridades passaram a contestar a exclusão do Líbano do acordo, reforçando que o conflito envolve uma rede de aliados na região. O Hezbollah, por sua vez, sinalizou que pode reagir a novas ofensivas, criando um ciclo de escalada que ameaça desestabilizar qualquer tentativa de trégua.

Nesse cenário, os Estados Unidos intensificaram a atuação diplomática para evitar que o impasse evolua para uma guerra regional ainda mais ampla.

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