Kremlin reage à derrota de Orbán: “Respeitamos a escolha da Hungria”

Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, diz respeitar escolha húngara e afirma que Rússia quer manter relações pragmáticas com novo governo

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O Kremlin afirmou nesta segunda-feira (13/4) que respeita o resultado das eleições na Hungria, que levaram à derrota do primeiro-ministro Viktor Orbán, aliado histórico de Moscou. A declaração foi feita pelo porta-voz russo, Dmitry Peskov, que destacou a disposição da Rússia em manter diálogo com a nova liderança do país.

“Bem, a Hungria fez a sua escolha. Respeitamos essa escolha. Esperamos continuar os nossos contatos pragmáticos com a nova liderança húngara. Ouvimos uma declaração sobre a disponibilidade para o diálogo. Naturalmente, isso será benéfico tanto para Moscou como para Budapeste”, afirmou Peskov.
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O porta-voz acrescentou, no entanto, que o governo russo adotará cautela diante do novo cenário político na Hungria.

“Quanto às ações da nova liderança húngara, bem, provavelmente teremos de ser pacientes e ver o que acontece. Repito, estamos interessados em construir boas relações com a Hungria, tal como com todos os países europeus”, disse.

Peskov também voltou a criticar a postura de países europeus em relação à Rússia. “Sabemos que, infelizmente, a reciprocidade ainda não é possível com os países europeus, mas a Rússia está aberta ao diálogo”, completou.

Derrota de Orbán redefine política europeia

A manifestação ocorre após a vitória do partido Tisza, liderado por Péter Magyar, nas eleições parlamentares húngaras.

Com a derrota, Orbán encerra um ciclo de 16 anos no poder, período marcado por forte alinhamento com o presidente russo, Vladimir Putin.

A proximidade entre Budapeste e Moscou transformou a Hungria em um dos principais entraves dentro da União Europeia para a adoção de sanções mais duras contra a Rússia, especialmente após o início da guerra na Ucrânia.

Orbán também manteve uma relação tensa com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que celebrou publicamente sua derrota eleitoral.

Com a mudança de governo, cresce a expectativa de reaproximação da Hungria com a União Europeia e de revisão da política externa adotada nos últimos anos.

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