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Mundo

Itamaraty expressa preocupação com flotilha que vai para Faixa de Gaza

Governo brasileiro pediu para que as autoridades israelenses respeitem as normas vigentes de direito internacional e direito humanitário

18/09/2025 21:05, atualizado 18/09/2025 23:20
Reprodução/Redes Sociais
Foto colorida que mostra embarcação da Flotilha Global Summud com bandeira da palestina

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) divulgou nesta quinta-feira (18/9) uma nota oficial expressando preocupação com a Flotilha Global Summud, que está rumo à Faixa de Gaza em busca de criar um corredor humanitário e quebrar o bloqueio israelense à ajuda na região.

“O Governo brasileiro acompanha, com preocupação, os movimentos da Flotilha Global Sumud, que atualmente navega na região do Mediterrâneo com destino à Faixa de Gaza, levando ajuda humanitária, e que conta com a presença de cidadãos brasileiros a bordo de diversas embarcações, incluindo parlamentares.

O Brasil insta as autoridades israelenses a respeitarem todas as normas de direito internacional e direito humanitário vigentes, assegurando a incolumidade dos civis e das embarcações de caráter estritamente pacífico e humanitário”, diz o MRE em nota.

O comunicado ainda diz que as embaixadas do Brasil na região foram instruídas a acompanhar o tema e permanecem a postos para prestação de apoio aos brasileiros. Confira a nota na íntegra.

Na terça-feira (16/9) o governo brasileiro, em conjunto com outros 15 países, já havia divulgado um comunicado pedindo proteção à frota de barcos que navega em missão humanitária. As embarcações têm sofrido com ataques nas últimas semanas.

Ataques de drones

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Nesta quinta, o ativista brasileiro João Aguiar, que coordena a delegação brasileira na flotilha, concedeu uma entrevista ao Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, na qual afirmou que tem mantido contato diário com o MRE.

João também afirmou que os ativistas embarcados escutam drones todas as noites. “Existem dois tipos de drones, os de observação e os de ataque. Todas as noites escutamos esses drones que nos observam”, afirmou João.