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Mundo

Itamaraty celebra acordo entre EUA e Irã e pede fim das hostilidades

Em nota, o Itamaraty comemorou o acordo assinado na quarta-feira (17/6) por EUA e Irã e cobrou cumprimento dos termos

18/06/2026 22:41, atualizado 18/06/2026 22:42
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Reprodução/Ana de Oliveira/AIG-MRE
Palácio do Itamaraty

O governo brasileiro celebrou a assinatura do memorando de entendimento firmado entre os Estados Unidos e o Irã, que prevê o encerramento do conflito no Oriente Médio. Em nota divulgada nesta quinta-feira (18/6), o Ministério das Relações Exteriores destacou a importância do acordo e pediu que as partes cumpram integralmente os compromissos assumidos.

No comunicado, o Itamaraty também reconheceu o papel de mediação desempenhado pelo Paquistão e pelo Catar, além da contribuição da Arábia Saudita, do Egito e da Turquia para a construção do entendimento entre Washington e Teerã.

“O Brasil exorta as partes a aderirem estritamente aos termos acordados”, afirmou o ministério.

O governo brasileiro apelou ainda pela “completa cessação das hostilidades em todas as frentes”, incluindo o Líbano, e defendeu a continuidade das negociações diplomáticas para consolidar um acordo de paz abrangente e duradouro.

“O Brasil reafirma sua convicção de que o diálogo diplomático constitui a única via para a estabilidade e a segurança duradouras no Oriente Médio”, acrescentou a nota.
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Líder da Revolução Islâmica, Aiatolá Seyed Mojtaba Khamenei
Lula e Trump em encontro na Casa Branca
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Lula e Trump em encontro na Casa Branca

Ricardo Stuckert/Presidência da República
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Win McNamee/Getty Images
Líder da Revolução Islâmica, Aiatolá Seyed Mojtaba Khamenei
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Líder da Revolução Islâmica, Aiatolá Seyed Mojtaba Khamenei

Reprodução Tasnim

Acordo já está em vigor

O posicionamento brasileiro ocorre um dia após os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Irã, Masoud Pezeshkian, assinarem o memorando que encerra oficialmente a guerra entre os dois países.

O documento entrou em vigor imediatamente após a assinatura virtual dos líderes.

Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, a decisão foi tomada para reforçar o peso político do compromisso firmado.

“Uma vez que o texto seja assinado pelas mais altas autoridades dos dois países, violá-lo naturalmente terá custos maiores”, afirmou.

Apesar de encerrar formalmente o conflito, o memorando possui caráter provisório.

Estados Unidos e Irã terão agora um prazo inicial de 60 dias para negociar um tratado definitivo, período que poderá ser prorrogado mediante acordo entre as partes.

O que prevê o memorando

O entendimento firmado por Washington e Teerã estabelece 14 compromissos iniciais para a construção da paz.

Entre os principais pontos estão o encerramento imediato das operações militares, o compromisso mútuo de respeito à soberania dos dois países, a retirada gradual de restrições impostas ao Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz.

O texto também prevê a retomada gradual das exportações de petróleo iraniano, a liberação de ativos financeiros bloqueados por sanções e a criação de um mecanismo internacional de monitoramento para acompanhar a implementação das medidas acordadas.

Na área nuclear, o Irã reafirma que não buscará desenvolver armas atômicas e aceita discutir mecanismos de supervisão internacional para seu programa nuclear sob acompanhamento da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Outro ponto de destaque é a previsão de elaboração de um plano de reconstrução econômica para o Irã, estimado em pelo menos US$ 300 bilhões, com participação dos Estados Unidos e de parceiros regionais.

No entanto, nesta quinta-feira, Trump afirmou que os EUA não desembolsarão o valor para a reconstrução iraniana, apesar de o memorando mencionar a criação de um plano econômico com esse valor mínimo.

“Não houve nenhum pagamento de US$ 300 bilhões dos EUA ao Irã. Isso é notícia falsa”, escreveu o republicano na rede Truth Social.