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Mundo

Israel insinua que líder do Irã pode ter o mesmo fim de Saddam Hussein

As ofensivas entre Israel e Irã se mantêm no quinto dia de escalada das tensões, nesta terça-feira (17/6)

17/06/2025 07:35, atualizado 17/06/2025 17:28
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Thierry Monasse/Getty Images
Israel Katz

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta terça-feira (17/6) que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, pode ter o mesmo destino de Saddam Hussein, o ex-presidente do Iraque deposto e executado após a invasão de seu país pelos Estados Unidos em 2003.

Segundo Katz, os ataques israelenses ao Irã vão continuar.


O que está acontecendo?

  • Na última quinta-feira (12/6), as Forças de Defesa de Israel dispararam uma “ofensiva preventiva” contra o programa nuclear do Irã.
  • O governo israelense já vinha, antes do ataque, subindo o tom contra contra o regime do aiatolá Ali Khamenei, com ameaças ao programa nuclear.
  • Nos últimos anos, o avanço nuclear do Irã incomodou a comunidade internacional. Israel, que é uma potência nuclear, via o avanço como uma ameaça.
  • Embora ambos os países sejam rivais históricos, o ataque levou ao aumento da instabilidade no Oriente Médio.

A declaração ocorre dias após a divulgação de que o presidente dos EUA, Donald Trump, teria vetado um plano israelense para assassinar o iraniano.

As autoridades israelenses teriam informado ao governo Trump sobre a oportunidade de assassinar Khamenei nos últimos dias, mas o presidente norte-americano bloqueou o plano.

“Advirto o ditador iraniano para que não continue cometendo crimes de guerra e lançando mísseis contra civis israelenses”, alegou Katz, de acordo com a mídia local.

As ofensivas entre Israel e Irã se mantêm no quinto dia de escalada das tensões.

“Ele [Khamenei] faria bem em lembrar o destino do ditador do país vizinho ao Irã, que escolheu o mesmo caminho contra o Estado de Israel”, afirmou Katz, referindo-se a  Hussein.

Segundo o ministro, Israel continuará agindo contra alvos “do regime e militares em Teerã”.

Saddam Hussein governou o Iraque de 1979 até 2003, quando foi deposto pela invasão liderada pelos Estados Unidos. Em 2006, foi enforcado após ser condenado por crimes contra a humanidade, entre eles o massacre de 148 xiitas em 1982.