Trump teria impedido Israel de matar líder supremo do Irã

Autoridades israelenses teriam informado ao governo Trump sobre a oportunidade de matar Ali Khamenei. Líder foi evacuado para bunker

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1 de 1 Imagem colorida mostra Donald Trump e Benjamin Netanyahu - Metrópoles - Foto: Sarah Silbiger/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, vetou o plano israelense de matar o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, afirma a imprensa internacional. As autoridades israelenses teriam informado ao governo Trump sobre a oportunidade de assassinar Khamenei nos últimos dias, mas o presidente norte-americano bloqueou o plano. A informação foi confirmada pela CNN Internacional, Associated Press, CBS News e NBC News.

Os ataques contra o Irã resultaram no assassinato de mais de 20 líderes militares do país, de acordo governo de Benjamin Netanyahu. A lista completa dos militares iranianos mortos não foi divulgada pelas Forças de Defesa de Israel.

Alguns nomes, contudo, já foram confirmados por Teerã. O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Iranianas, Mohammad Bagheri, e o antigo líder do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Hossein Salami, estão entre os mortos.

Durante ataques neste domingo (15/6), Israel confirmou que voltou a matar militares de alto escalão da inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica. Posteriormente, o Irã confirmou o assassinato do brigadeiro general Mohammad Kazemi e seu vice, Hassan Mohaqiq e informou a realização de uma nova ofensiva em retaliação ao país.

Líder supremo evacuado

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi evacuado para um bunker subterrâneo ao nordeste de Teerã, capital do país, em meio a escalada de violência entre os países, na última sexta-feira (13/6). A informação é do Iran International.

Khamenei estaria com toda a sua família no abrigo, localizado em Lavizan. O líder já teria se refugiado no mesmo bunker anteriormente: quando o Irã lançou seus ataques contra Israel, em abril de 2024, e em outubro do mesmo ano.

Além disso, de acordo com o veículo, Israel não assassinou Khamenei na primeira noite da nova operação, em 12 de junho, para lhe dar uma última chance de abandonar completamente seu programa de enriquecimento de urânio. O jornal cita uma fonte diplomática do Oriente Médio.

Irã x Israel

Desde a última quinta-feira (12/6), quando o exército israelense realizou “ataques preventivos” contra o território iraniano e, em resposta, Teerã lançou uma ofensiva contra os israelenses, o mundo tem visto com medo a escalada de violência entre Irã e Israel, que até o momento, não tem sinais de um fim próximo.

Os dois países chegaram, neste domingo (15/6), ao quarto dia consecutivo de ataques.

Citando o Ministério da Saúde do Irã, a mídia estatal do país informou que 224 pessoas morreram desde o último dia 12 de junho, quando as Forças de Defesa de Israel (FDI) lançaram a operação “Leão Ascendente”. Outras 900 ficaram feridas.

Apesar do governo de Benjamin Netanyahu afirmar que os ataques visam, principalmente, instalações nucleares e alvos militares, o governo do Irã diz que a maioria dos mortos no país são civis.

Já em Israel, o número de vítimas dos bombardeios iranianos também aumentou. Até o momento, autoridades relatam que 16 pessoas morreram – todas civis, incluindo três crianças.

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