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Mundo

Israel diz que "combates intensos" devem durar ao menos mais 2 meses

A projeção do Ministério da Defesa de Israel é para o período que sucederá a trégua de quatro dias a fim de permitir a libertação de reféns

23/11/2023 16:41, atualizado 23/11/2023 16:43
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Ashraf Amra/Anadolu via Getty Images
Imagem colorida mostra criança andando em meio aos escombros de prédios na Faixa de Gaza - Metrópoles

O governo de Israel informou, nesta quinta-feira (23/11), que os combates intensos entre Israel e o Hamas devem durar pelo menos mais dois meses após trégua para a libertação de reféns. A informação é do portal israelense Times of Israel.

O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, estipulou o prazo nesta quinta, em encontro com a Marinha. “[Após a trégua] haverá uma continuação, porque precisamos completar a vitória e criar o impulso para os próximos grupos de reféns, que só voltarão por pressão”, disse às tropas.

Mesmo após o término do período de intensos combates, o representante do governo de Israel projeta que haverá operações na Faixa de Gaza para acabar com qualquer ameaça militar.

Na última terça-feira (21/11), Israel e Hamas chegaram a um acordo pela libertação de refés, em troca de um cessar-fogo por quatro dias. Os termos do documento ainda preveem que os israelenses libertem 15o prisioneiros palestinos.

Um porta-voz do Ministério de Negócios Estrangeiros do Catar anunciou que o cessar-fogo entre Israel e o grupo extremista começará às 7h de sexta-feira (24/11), 2h da madrugada no horário de Brasília. A libertação dos primeiros reféns na Faixa de Gaza, porém, só está prevista para as 16h (11h de Brasília).

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Palestinos vasculham os escombros de um prédio desabado em busca de sobreviventes e vítimas após o bombardeio israelense de Deir el-Balah, no centro da Faixa de Gaza, contra o Hamas
Vista da destruição no campo de refugiados de Nuseirat, na cidade de Gaza
Palestino tenta apagar focos de incêndio após bombardeio em Khan Yunis
Mulher recolhe roupas após ter a casa destrída por bombardeio israelense em Deir el-Balah, na Faixa de Gaza
Fumaça sobre Beit Hanoun após bombardeio israelense
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Fumaça sobre Beit Hanoun após bombardeio israelense

Christopher Furlong/Getty Images
Palestinos vasculham os escombros de um prédio desabado em busca de sobreviventes e vítimas após o bombardeio israelense de Deir el-Balah, no centro da Faixa de Gaza, contra o Hamas
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Palestinos vasculham os escombros de um prédio desabado em busca de sobreviventes e vítimas após o bombardeio israelense de Deir el-Balah, no centro da Faixa de Gaza, contra o Hamas

Majdi Fathi/NurPhoto via Getty Images
Vista da destruição no campo de refugiados de Nuseirat, na cidade de Gaza
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Vista da destruição no campo de refugiados de Nuseirat, na cidade de Gaza

Ashraf Amra/Anadolu via Getty Images
Palestino tenta apagar focos de incêndio após bombardeio em Khan Yunis
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Palestino tenta apagar focos de incêndio após bombardeio em Khan Yunis

Mohammed Talatene/picture alliance via Getty Images
Mulher recolhe roupas após ter a casa destrída por bombardeio israelense em Deir el-Balah, na Faixa de Gaza
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Mulher recolhe roupas após ter a casa destrída por bombardeio israelense em Deir el-Balah, na Faixa de Gaza

Majdi Fathi/NurPhoto via Getty Images

O acordo foi anunciado após série de reuniões governamentais na noite dessa terça (horário de Israel). Em meio às negociações pela libertação de reféns, o primeiro-ministro consultou o Gabinete de Guerra e o Gabinete de Segurança para tratar do assunto. A proposta submetida às autoridades de Israel prevê que sejam soltos 30 menores de 18 anos e 20 mulheres, sendo que oito delas são mães.

Em coletiva de imprensa nessa quarta (22/11), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reafirmou que, após cumprido o cessar-fogo negociado com o Hamas, a guerra continuará. Segundo o líder, o conflito não terá fim enquanto não forem cumpridos os objetivos de destruir os extremistas, libertar todos os reféns e garantir que não haverá novos grupos que ameacem o país.

No discurso, Netanyahu afirmou que as condições para o acordo entre as duas partes do conflito foram criadas pela “pressão massiva” empreendida pelas Forças de Defesa de Israel, por meio de bombardeios e incursões terrestres, aliada à questão diplomática. “A combinação de esforços militares e políticos fizeram isso ser possível”, explicou.