Israel critica escolha de Nobel da Paz e diz que prêmio "legitima o ódio"
Chancelaria israelense acusa instituto Nobel de premiar "maior mentira do século 21", em crítica à juíza sul-africana Navi Pillay

O governo de Israel criticou a premiação do Nobel da Paz à juíza sul-africana Navi Pillay nesta sexta-feira (9/10). Em publicação no X, o Ministério das Relações Exteriores israelense alegou que o prêmio “legitima o ódio e o preconceito anti-Israel” e classificou Pillay como “politicamente motivada”.
“Conceder o Prêmio Nobel da Paz a Pillay não é um reconhecimento da justiça. É a grotesca instrumentalização de um prêmio para legitimar o ódio e o preconceito anti-Israel”, diz o ministério do governo de Benjamin Netanyahu.
A pasta afirma que, “se houvesse um prêmio para mentiras e ódio, Navi Pillay seria uma das principais favoritas”. A jurista foi uma das integrantes de uma comissão independente da Organização das Nações Unidas (ONU) que concluiu que o governo israelense comete genocídio na Faixa de Gaza.
Navi Pillay
Navi Pillay, a Nobel da Paz de 2026, é uma jurista sul-afriacana, de 85 anos. O comitê do Nobel afirmou que a premiou “por seus esforços para promover a paz e o direito internacional”.
Durante a carreira, Navi se destacou por ter atuado na defesa do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela e se oposto ao apartheid no país.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEla também fez parte da Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre o Território Palestino Ocupado, dos Direitos Humanos da ONU. A comissão concluiu que o governo de Israel cometeu genocídio contra a população palestina na Faixa de Gaza.
No primeiro discurso após receber o prêmio, Pillay destacou a importância da Justiça internacional e denunciou que o Tribunal Penal Internacional (TPI), que julga crimes de guerra, tem sofrido ataques políticos significativos.
