Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mundo

Israel critica escolha de Nobel da Paz e diz que prêmio "legitima o ódio"

Chancelaria israelense acusa instituto Nobel de premiar "maior mentira do século 21", em crítica à juíza sul-africana Navi Pillay

09/10/2026 11:29, atualizado 09/10/2026 11:54
Michael Kappeler/picture alliance via Getty Images
primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu

O governo de Israel criticou a premiação do Nobel da Paz à juíza sul-africana Navi Pillay nesta sexta-feira (9/10). Em publicação no X, o Ministério das Relações Exteriores israelense alegou que o prêmio “legitima o ódio e o preconceito anti-Israel” e classificou Pillay como “politicamente motivada”.

“Conceder o Prêmio Nobel da Paz a Pillay não é um reconhecimento da justiça. É a grotesca instrumentalização de um prêmio para legitimar o ódio e o preconceito anti-Israel”, diz o ministério do governo de Benjamin Netanyahu.

A pasta afirma que, “se houvesse um prêmio para mentiras e ódio, Navi Pillay seria uma das principais favoritas”. A jurista foi uma das integrantes de uma comissão independente da Organização das Nações Unidas (ONU) que concluiu que o governo israelense comete genocídio na Faixa de Gaza.

Navi Pillay

Navi Pillay, a Nobel da Paz de 2026, é uma jurista sul-afriacana, de 85 anos. O comitê do Nobel afirmou que a premiou “por seus esforços para promover a paz e o direito internacional”.

Durante a carreira, Navi se destacou por ter atuado na defesa do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela e se oposto ao apartheid no país.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Ela também fez parte da Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre o Território Palestino Ocupado, dos Direitos Humanos da ONU. A comissão concluiu que o governo de Israel cometeu genocídio contra a população palestina na Faixa de Gaza.

No primeiro discurso após receber o prêmio, Pillay destacou a importância da Justiça internacional e denunciou que o Tribunal Penal Internacional (TPI), que julga crimes de guerra, tem sofrido ataques políticos significativos.